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Sincomércio pede ação do MP contra aglomeração com redução de horários

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato do Comércio Varejista de Bauru (Sincomércio), por meio de seu presidente, Walace Sampaio, encaminhou ofício ao Ministério Público (MP) Estadual solicitando a intervenção do órgão contra possível redução do horário do comércio. O documento, encaminhado para a Promotoria da Saúde, defende que a situação deve aumentar a aglomeração da população tanto nas ruas quanto nos transportes públicos. O MP solicitou manifestação da prefeitura sobre o assunto até segunda-feira (15).

No documento, já recebido pelo promotor de Saúde Enilson Komono, o sindicato lembra que o comércio permaneceu com as portas fechadas por 72 dias. E que a retomada, em 1 de junho, já ocorreu com redução do expediente para 6 horas.

Com a reclassificação estadual de Bauru da zona amarela (fase 3) para a laranja (fase 2), o horário de atendimento do comércio e serviços poderia diminuir ainda mais, para 4 horas, a partir da próxima segunda.

A situação é questionada pelo Sincomércio. "Por qual motivo a redução do horário de atendimento poderia contribuir com a disseminação do vírus? Muito pelo contrário! Reduzir o tempo de atendimento obviamente gera aglomeração, pois restringe intervalo de funcionamento, obrigando que mais pessoas frequentem estabelecimento ao mesmo tempo. A equação é simples: redução de horário de funcionamento = mais aglomeração = aumento de contaminação", cita a entidade, no ofício.

Outro ponto cobrado é quanto ao possível aumento da lotação nos transportes públicos, usados por consumidores e trabalhadores, que se deslocarão com espaço de tempo menor às regiões comerciais.

ANÁLISE

Com objetivo de analisar os dois lados, o promotor Enilson Komono pediu a manifestação do município.

"Apesar de os comerciantes, em sua maioria, estarem tomando as medidas preventivas adequadas, a população parece não compreender os riscos do contágio e acaba abusando, ultrapassando limites toleráveis e esquecendo dos cuidados e das máscaras. Ainda não estou convencido de que uma ampliação nos horários do comércio seja a solução mais adequada neste momento", finaliza o promotor.

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