Tribuna do Leitor

O que a pandemia ensina?

Rodrigo Cabello da Silva - Auxiliar jurídico
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de um longo tempo de anonimato, aliás, mais longo que eu esperava, retorno a este ilustre e importante espaço democrático para, dessa vez, não criticar este ou aquele representante eleito por cada um dos indivíduos que componham essa nossa pátria tão maltratada Brasil, mas sim para propor uma reflexão acerca dessa nova realidade com a qual fomos, digamos assim, brindados há quase 4 meses, desde 16 do mês de março desse ano.

Mas vamos ao que interessa. O presente artigo ora redigido por mim visa fazer a cada um de nós, brasileiros natos ou naturalizados e todos aqueles que dia desses decidiram por livre e espontânea vontade adotar essa terra como sua. Mas aí é que tá o dilema: O que isso tudo tem a nos ensinar, não somente como nação mas sim como seres humanos? Será que sairemos iguais como entramos ou algo nos modificará? Será que a relação que estabelecemos ao longo dos anos e por que não dizer séculos, milênios, desde o início da criação será a mesma ou algo mexerá conosco?

Espero que as respostas a todas as indagações acima lançadas por mim sejam prontamente respondidas positivamente, que hajam sim modificações em cada um de nós como cidadãos nativos ou naturalizados e também como seres humanos pertencentes a mesma raça, não a branca, negra, asiática, mas sim a humana e que tal como uma coqueteleira (desculpem o exemplo esdrúxulo) nas mãos de um bartender, sejamos sacudidos em nosso íntimo e passemos a ser mais humanos, não tão só e biologicamente falando mas no sentido sagrado da palavra e que, independentemente de crença nos conscientizemos que somos filhos de um mesmo pai.

Que cada um passe a "enxergar" o outro como se fosse um parente de sangue seu, sendo solidário, nem que essa visão passe a ser adotada após um grande sofrimento ao qual estamos todos enfrentando em nossas casas e passando dificuldades das mais diversas ordens, de relacionamento com as pessoas com as quais moramos e até com nós mesmos, que agora sem estarmos, ao menos alguns e os que podem, em nossas casas, nos defrontamos com nós mesmos, com nossos conflitos internos e mais íntimos e que cada um pergunte-se: "O que eu posso fazer melhor amanhã para ser um ser humano melhor, para mim, para minha família, para minha família, para meu bairro, para minha cidade, meu estado, meu país e meu mundo?

Tomara Deus e eu quero crer nisso que saiamos, se não totalmente modificados que ao menos sejamos mais solidários com o outro e tomando um exemplo, aquela pessoa que cotidianamente vai ao supermercado e pega várias unidades de um mesmo produto, que possa reduzir sua quantidade para que um irmão ou irmã sua, não de sangue, mas considerando que somos partes de um mesmo cosmos, um mesmo mundo, um só universo, possa abdicar dessa ganância e permitir que outro possa acessar também a esse bem.

Pode até soar ilusório, pois que assim o seja e que todos saiamos melhores do que entramos dessa situação, pois, se caso para o vírus não haja cura momentaneamente que o ser humano possa sair um pouco mais solidário e menos individualista dessa situação toda ora apresentada.

Um forte abraço a todos, obrigado a todos e que Deus nos abençoe.

 

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