Internacional

Manifestações nos EUA continuam

FolhaPress
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Minneapolis - O presidente dos EUA, Donald Trump, que assinou na terça-feira (16) um decreto que estimula novos padrões de operação para a polícia do país, incluindo o abandono de estrangulamentos durante abordagens e a criação de um banco de dados federal sobre abusos policiais, já recebe críticas.

As medidas foram consideradas uma resposta fraca à demanda dos protestos que tomaram o país após a morte de George Floyd, sufocado pelo joelho de um policial branco em 25 de maio.

DIREITOS HUMANOS

Os atos pediam maior rigor na apuração de crimes cometidos por oficiais e a transferência de verbas da polícia para uso em ações sociais, entre outras questões. "Embora a ordem avance alguns passos, ela é uma resposta inadequada a uma nação que demanda ações de peso", avalia Vanita Gupta, chefe do grupo Conferência de Direitos Civis e Humanos, uma das primeiras a se pronunciar após o discurso. "O decreto busca estimular treinamentos para que os policiais moderem o uso da força em abordagens, aproximar os agentes das comunidades e evitar novos casos de violência contra negros, imigrantes e outros grupos. Uma das orientações é que o estrangulamento só seja usado caso a vida de alguém esteja em risco.

"Reduzir o crime e melhorar os padrões [de uso da força] não são metas opostas. Elas atuam juntas", afirmou Trump. "Por isso, hoje estou assinando uma ordem executiva que encoraja os departamentos de polícia do país a adotarem os mais altos padrões profissionais para servirem suas comunidades. Esses padrões serão os mais altos e fortes que existem na Terra."

O presidente americano disse ainda que haverá aumento de recursos para que assistentes sociais possam atuar junto com policiais em abordagens a usuários de drogas e pessoas sem teto, de modo a evitar o surgimento de conflitos.

O republicano disse ainda que será criada uma base nacional para registrar os casos de má conduta policial e, assim, identificar maus agentes com mais facilidade. Nos EUA, a segurança é atribuição local, e há cerca de 17 mil departamentos de polícia no país.

"Os departamentos terão de compartilhar informações sobre os casos para impedir que um mau policial não acabe apenas se movendo de um departamento de polícia para outro", disse.

CONGRESSO

O Congresso debate criar leis para mudar a atuação policial.

Os democratas defendem que familiares das vítimas possam processar a polícia nos casos de violência dos agentes. Já os republicanos priorizam iniciativas para coletar e analisar dados, de modo a evitar novos casos. 

 

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