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Ato pede reabertura de academias

Larissa Bastos, Estágio Sob Supervisão
| Tempo de leitura: 2 min

Representantes de cerca de 200 academias de Bauru realizaram uma carreata pedindo a reabertura dos estabelecimentos. O ato começou por volta das 14h desta sexta-feira (19), em frente à quadra de areia na avenida Getúlio Vargas, seguiu até a Praça das Cerejeiras e foi encerrado no Parque Vitória Régia. Os organizadores estimam a participação de aproximadamente 200 veículos.

De acordo com Gabriel Motti, professor de Educação Física e um dos porta-vozes do evento, a principal preocupação é com o salário dos funcionários, porque tiveram seus contratos suspensos. "Tem casos em que toda a família trabalha em academias e está completamente sem renda".

A aflição ainda aumenta, segundo ele, por conta do período de suspensão dos contratos trabalhistas determinado pelo governo federal, que é de até dois meses. "Como esse tempo já acabou, poderemos ter mais esse ônus", complementa.

PRESCRIÇÃO MÉDICA

Atualmente, o decreto municipal em vigência, embasado no Pacto Regional, permite que a academia seja utilizada somente por quem tem prescrição médica. Porém, para Ronaldo Franzote, personal trainer e outro porta-voz do ato, a medida não é suficiente para atender os custos dos estabelecimentos, porque não são todos os frequentadores que têm tal recomendação.

Além disso, ele alega que as atividades esportivas realizadas ao ar livre, autorizadas na legislação atual, também não são efetivas. "Temos que tomar cuidado para, na hora de executar os movimentos, não lesar o aluno. E, dentro da academia, temos aparelhos que têm a biomecânica correta", aponta.

Ronaldo também destaca que as aulas nas praças são prejudicadas pela possibilidade de chuvas, do risco de assalto e pela falta de aparelhos.

PLANO DE REABERTURA

Segundo Gabriel Motti, foi apresentado um plano de reabertura do segmento à prefeitura, elaborado seguindo as orientações da OMS e do Ministério da Saúde e baseado nos protocolos adotados por academias de outros países. A proposta, porém, foi negada pelo Executivo.

O documento detalha medidas que se aplicam desde a recepção do estabelecimento até a setores de musculação e aquático e áreas comuns.

NA CÂMARA

A Câmara Municipal também tem pedidos de vereadores pela volta do segmento. Na sessão ordinária desta segunda-feira (22), será votada uma Moção de Apelo da vereadora Chiara Ranieri (DEM) solicitando o retorno das atividades de academias, pois foram consideradas como parte das atividades essenciais por decreto federal.

Outra solicitação é do vereador Fábio Manfrinato (PP), que mandou dois ofícios à prefeitura - um no mês passado e outro há dois dias. Ele pede o retorno das academias, seguindo as recomendações de combate ao coronavírus. O parlamentar ainda aguarda retorno do município.

NEGADO PELO ESTADO

Em nota, a Prefeitura de Bauru informou que encaminhou ao Estado um pedido de flexibilização para as academias e outros setores, mas foi negado. E reforçou que as academias podem atender somente pessoas em tratamento médico.

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