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Relações afetivas vão mudar

Larissa Teixeira
| Tempo de leitura: 1 min

O distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus forçou as pessoas a trocarem o contato físico por telefonemas ou chamadas em vídeo. Esse mundo virtual e o isolamento têm provocado mudanças nas relações afetivas.

"Estamos vivendo algo totalmente atípico", afirma Marcelo Alves dos Santos, psicólogo e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, sobre a alteração de comportamento. Ele explica que a imposição do meio virtual para se comunicar gera angústia em algumas pessoas, pois não é possível abraçar e ficar perto de quem se gosta, por exemplo.

A pesquisa "Viver em São Paulo: Especial Pandemia parte 2", feita pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope, no mês de maio, também identificou essa insatisfação com a nova rotina. Segundo o levantamento, as duas coisas que os paulistanos mais sentem falta são o contato físico com pessoas próximas e encontrar as pessoas, mas sem restrições.

Além da angústia pelo distanciamento, o psicólogo ainda aponta que o medo de se infectar pela Covid-19 gera mais tensão ainda. "As relações externas podem ser permeadas por essa desconfiança de também adquirir o vírus, o que é muito negativo", afirma.

Para Santos, a quarentena e a preocupação com a saúde "possibilitaram a gente repensar no que é importante" de fato. "Vamos aprender que nos cuidar e cuidar de quem a gente ama é o mais importante", afirma.

Para ele, este momento pode ser usado para se observar e aprender coisas sobre si mesmo. "Quem se conhece, se torna uma pessoa melhor e transforma o seu entorno. É uma reação em cadeia", explica.

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