Gastronomia

Receitas juninas

Juliana Ventura
| Tempo de leitura: 1 min

Muita gente espera junho chegar por causa das quermesses. Não é de se julgar, visto que as delícias das barraquinhas são a razão pela qual muitas pessoas saem de casa para ir aos famosos arraiais. Mas, neste ano, apesar da reabertura gradual e relaxamento das medidas de distanciamento social em São Paulo, aglomerações devem ser evitadas. Ou seja, festa junina só em casa.

A boa notícia é que fazer os quitutes na própria cozinha não é difícil e leva ingredientes simples de encontrar, notadamente o milho - de pipoca, em espiga, branco e seus subproduto, como fubá.

"As festas juninas são a maneira como as chamadas festas de largo, dos portugueses, chegam ao Brasil. Lá, eles tinham um calendário mensal dessas celebrações", conta Max Jaques, chef pesquisador do Instituto Brasil a Gosto, comandado pela também chef e pesquisadora Ana Luiza Trajano. "Mas, quando chegam aqui, encontram as festas dos indígenas- e o milho."

Segundo ele, o uso do milho é típico por conta da celebração agrícola dos povos autóctones.

"O milho se planta em janeiro e se colhe em junho. Os indígenas, então, celebravam a colheita do milho", diz. A criação das quermesses do modo como conhecemos vem da união dessas festas de colheita às celebrações portuguesas, que tinham cunho religioso (daí os três santos: Antônio, João e Pedro).

As delícias de festa junina, porém, não giram apenas em torno do milho. Além dele, há o brasileiro amendoim e o africano coco. "Ele não dá daqui, mas ganha espaço, entrando nas receitas pela escassez do leite", explica Jaques. O leite de coco, inclusive, é uma tecnologia brasileira, não originária da África.

Essas receitas foram tiradas do caderno de receita desta colunista que vos fala. Aproveite!

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