Internacional

EUA atacam a China ao negociar acordo nuclear com a Rússia

FolhaPress
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Washington - Estados Unidos e Rússia iniciaram nesta segunda (22) uma rodada de negociações para tentar estender o prazo do seu principal acordo de limitação de armas nucleares, que expira em 5 de fevereiro de 2021.

O primeiro dos dois dias de conversa foi emblemático. O enviado de Trump, Marshall Billingslea, fez uma encenação, mostrando cadeiras vazias com bandeirinhas chinesas na sala em que reuniria com o vice-premiê russo, Serguei Riabkov, no prédio do Ministério das Relações Exteriores da Áustria, em Viena.

"Negociações em Viena estão para começar. A China está ausente. Pequim ainda se esconde atrás da Grande Muralha do Segredo sobre o incremento de seu arsenal nucelar, e também sobre tantas outras coisas. Vamos proceder com a Rússia, de todo modo", escreveu.

O problema é que Pequim não faz parte do Novo Start, acordo assinado em 2010 por Barack Obama e Dmitri Medvedev, então presidente russo indicado por Vladimir Putin.

Trump, que vive com os chineses uma versão 2.0 da Guerra Fria que seu país já travou com a Rússia enquanto União Soviética, quer os asiáticos num novo acordo.

PEQUIM DIZ NÃO

Pequim já disse que não participaria da renovação de um arranjo do qual não fez parte, até porque seu arsenal nuclear é uma fração daquele operado pelas antigas superpotências atômicas.

Pequim tem 320 ogivas nucleares, todas estocadas, segundo a Federação dos Cientistas Americanos, referência no setor. Os EUA, 1.750 prontas para uso e os russos, 1.572, embora o estoque de bombas de Moscou seja maior que o americano.

O Novo Start previa um teto de 1.550 ogivas operacionais para cada lado, e de 700 meios de transportá-las ao alvo, sejam aviões, submarinos ou mísseis lançados de silos em terra.

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