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'Não há resposta fácil contra Covid'

Estadão Conteúdo
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Bruxelas - O diretor executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta quarta-feira (24), que "não há balas de prata nem respostas fáceis" no combate à pandemia. Ryan insistiu na necessidade de que a resposta ao problema seja "coordenada, coerente", com "vigilância extrema" para manter as transmissões em nível baixo.

Ryan foi questionado sobre a atuação do Reino Unido na pandemia. Ele elogiou o fato de que o governo local tem conduzido de modo gradual, a transição de um quadro de lockdown para a reabertura econômica.

Também mencionou o fato de que o país aumentou as pesquisas. "Acreditamos que poderá haver uma vacina, mas não podemos contar com isso", alertou o diretor executivo da OMS.

O contágio parou de cair depois de três semanas seguidas de desaceleração, segundo cálculos do Imperial College, uma das principais instituições globais de pesquisa de epidemias. Pela nona semana seguida, o Brasil apresenta taxa acima de 1, o que indica que a transmissão está fora de controle. O índice também mostra aceleração na América Latina.

Rt PREOCUPA

O número, também chamado de Rt, indica para quantas pessoas em média cada infectado com o novo coronavírus transmite o patógeno. A taxa calculada nesta semana é de 1,06, ligeiramente acima do 1,05 da semana anterior. Ela indica que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o novo coronavírus para outras 106, que por sua vez transmitem para 112,36 e assim por diante, fazendo com que a doença se espalhe com velocidade.

O número de óbitos é o maior entre os 52 países acompanhados pelo Imperial College nesta semana. Em segundo lugar vem o México, com 4.420, só que os EUA não entram nesse relatório. Como o Brasil é muito maior do que a maioria dos países, tanto em território quanto na população, a OMS faz outro tipo de contagem: a taxa de contágio. E em relação ao contágio, a taxa brasileira é a 32ª maior entre os 52 países

PAÍSES GRANDES

E DESIGUAIS

A OMS (Organização Mundial de Saúde) tem observado também que, em países grandes e desiguais, como o Brasil, a dinâmica da epidemia varia muito de região para região e é preciso aumentar a vigilância (com testes e rastreamento) para suprimir o contágio. 

Seis países da América do Sul estão sendo acompanhados por terem transmissão ativa. A taxa de contágio na Colômbia passou de 1,1, na semana passada, para 1,36. A Argentina teve queda de 1,29 para 1,2, o Chile, de 1,12 para 1,08, a Bolívia, de 1,36 para 1,07 e o Peru, de 1,36 para 1,02.

IGUAL AO IBGE

Para o total de 52.645 mortes registradas até a última terça (23), a conta indica que haveria mais de 3,8 milhões de pessoas infectadas pelo vírus do começo da pandemia até duas semanas atrás. Os dados praticamente coincidem com levantamento feito pelo IBGE divulgado nesta quarta-feira (24). 

Ao todo 4,2 milhões de brasileiros, ou cerca de 2% da população, apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à doença calcula a PNAD Covid-19, pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os conjuntos de sintomas utilizados foram: perda de cheiro ou de sabor, ou tosse e febre e dificuldade para respirar, ou tosse e febre e dor no peito. Segundo o IBGE, eles foram informados pelo morador e não se pressupõem a existência de um diagnóstico médico.

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