Tribuna do Leitor

'Admirável gado novo'

Lúcio Jacomini
| Tempo de leitura: 1 min

Em 2012, após a epidemia mundial de Sars, o governo alemão contratou o Robert Koch Institut para simular a possível propagação de uma pandemia devastadora na Alemanha. O estudo guardado nos arquivos do Bundestag (Parlamento alemão) antecipava de forma impressionante o que está acontecendo com a Covid-19. O vírus imaginado é originário da Ásia, onde dos mercados de animais selvagens ele dá o salto para os seres humanos, mas o perigo e seu tamanho são percebidos algumas semanas após.

Os sintomas são febre, tosse seca, tremores, dor de cabeça e dificuldade em respirar. Apesar de ter o documento em mãos, prevendo a epidemia entre 7 e 10 anos, o governo alemão e a presidente da Comissão Europeia subestimaram a epidemia mesmo sabendo que a taxa de mortalidade seria de 10%. Diante desse quadro de incertezas, o que o cidadão responsável deve fazer? Sair às ruas exigindo das autoridades mais responsabilidade na tentativa de resolver o problema, ou deixar como está, imitando a música de Zé Ramalho: 'Povo marcado, ê! Povo feliz!' - Fonte: Corriere Della Sera

 

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