Internacional

Estados Unidos registram 35 mil infectados em 24 horas

FolhaPress
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Washington - Foi preciso trocar a metáfora para tentar explicar o aumento de novos casos de coronavírus em mais da metade dos EUA na última terça-feira, o país somou 35 mil infectados, no terceiro pior dia desde o início da pandemia. Os dados foram confirmados pelas autoridades ontem.

Especialistas e técnicos do governo americano substituíram a tese de que uma forte segunda onda vai atingir o país até o fim do ano pela ideia de que haverá surtos em várias regiões, em espécie de incêndio que pode se alastrar até depois de dezembro.

A intensidade e a extensão das chamas - que podem se espalhar caso não sejam controladas-- vão depender da capacidade de testagem e do processo de reabertura econômica, em curso em todos os 50 estados americanos.

Regiões que não reendurecerem suas regras de higiene e distanciamento social em meio aos repiques, por exemplo, devem ser mais impactadas e se tornar um problema para o restante do país.

"Temos que parar de pensar em ondas. No lugar disso, imaginaria um incêndio que cresce em brasas. Se essas brasas pousam num lugar onde as pessoas não estão tomando o cuidado necessário, elas explodem", afirma John Swartzberg, especialista em doenças infecciosas da Universidade da Califórnia em Berkeley.

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