São Paulo - Entregadores de aplicativos paralisaram as atividades nesta quarta-feira (1) para protestar por melhores condições de trabalho. O protesto faz parte da greve nacional dos entregadores de aplicativos de empresas como de empresas como Rappi, Loggi, Ifood, Uber Eats e James.
Na capital paulista, os grupos se concentraram, pela manhã, nos pontos onde costumam esperar os pedidos. Eles também circularam pelas ruas e avenidas da cidade, buzinando e fazendo barulho com o ronco do motor das motos. Por volta das 14h, as motocicletas e as bicicletas fecharam a Avenida Paulista em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e saíram em marcha.
"A pandemia mostrou para todos como nosso trabalho de entregador é essencial. Se o Brasil não parou é porque ele tá andando sobre duas rodas", diz o texto de um panfleto distribuído nos pontos de concentração para a mobilização, que acrescenta: "Mas corremos muitos riscos, estamos recebendo mal e somos desrespeitados todos os dias pelos aplicativos".
No estado do Rio de Janeiro, além da capital, outro ato aconteceu em Niterói, reunindo entregadores do município e da cidade de São Gonçalo.
REIVINDICAÇÕES
A principal pauta do movimento é o aumento dos valores pagos pelos aplicativos por entrega. A categoria quer não só o aumento do valor mínimo do serviço como também um reajuste do pagamento por quilômetro rodado. "Com a pandemia e o desemprego, os aplicativos estão ganhando como nunca. Em vez deles repassarem o valor para a gente, que está na linha de frente, correndo risco de pegar Covid-19, eles jogaram as taxas de entrega lá embaixo", diz o panfleto do movimento Treta no Trampo.
Os trabalhadores querem ainda benefícios como seguro contra roubo e acidentes, além de auxílios específicos para o período de pandemia do novo coronavírus, como equipamentos de proteção e licença remunerada para quem ficar doente.