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Sobre o sentido da vida

Grupo dedinho de prosa
| Tempo de leitura: 2 min

O sentido da vida é inerente a cada pessoa, difere de um para o outro, é sempre individual e se modifica de acordo com as circunstâncias da vida, por isso o sentido da vida não pode ser criado, ele precisa ser encontrado. Para aqueles que nesse período de quarentena do novo Coronavírus Covid-19, ficam a se perguntar qual o sentido que a vida tem, lembre-se que se a vida sempre tem algum sentido e haverá, assim, sentido no sofrimento dos dias atuais.

Portanto, caro leitor, sugerimos mergulhar dentro de si mesmo e reencontrar-se com a sua essência humana para poder transcender a esse período de angústia e sofrimento diante do inimigo invisível que mata. Só quem trabalha o seu próprio sofrimento pode compreender o sofrimento do outro e fazer brotar a necessária empatia. Há nessa atitude a aceitação da nossa vulnerabilidade e, ao contrário do que muitos possam pensar, isso não é fragilidade e sim coragem de saber suportar as dores desse momento difícil.

Alguns, sobretudo nesse período de pandemia, disponibilizam o seu melhor com gestos de compaixão, empatia e solidariedade ao próximo - jovens se disponibilizando a fazer supermercado para os mais idosos, festa de aniversario virtual, marmitas para moradores de rua, entre outras ações. Outros, ao contrário, demonstram gestos de egoísmo e falta de consideração para com o semelhante pensando em si próprios, não percebem que se os outros forem atingidos eles também o serão (pessoas estocando papel higiênico, álcool em gel, alimentos, etc.).

Portanto, vamos por em prática o nosso melhor, haja vista que estaremos fazendo bem para nossa saúde mental na medida em que nos apropriamos de afazeres úteis para os outros, preenchendo o nosso tempo com ações repletas de significado e, sobretudo, ricas em aprendizagens que nos tornarão melhores do que já somos. Ter um sentido de vida também é uma forma de contribuição para a nossa sobrevivência. Quando não se tem um sentido de vida (chamado de vazio existencial), estamos mais propícios aos sintomas de ansiedade e depressão. Que nesse período o sentido de nossas vidas possa então ser de compaixão, empatia e solidariedade materializadas em ações positivas para o nosso semelhante e pela atitude que tomamos em relação ao sofrimento inevitável.

Nossas homenagens, com muita gratidão, a todos os profissionais da área da saúde que se dedicam a salvar nossas vidas. Muita paz e luz a todos nós. Vamos renascer e encontrar um novo significado para a nossas vidas construindo um planeta melhor e muito mais saudável para todos nós.

Os autores são psicólogos voluntários do Grupo Dedinho de Prosa (Adriana Merlin, Ana Paula Hermoso, Claudineia P. Fernandes, Isabela F. Camargo, Leonardo A. Silva Santos, Luísa T. Freitas, Luiz Carlos Canêo, Rosangela G. Rodrigues, Salete X. São Bernardo, Selma Issa G. Vieira)

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