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Sincomércio acusa prefeitura de fornecer dados incompletos

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

O Sincomércio acusa a Prefeitura de Bauru de apresentar dados incompletos sobre a epidemia. Conforme o JC noticiou, o sindicato obteve liminar na Justiça, em 26 de junho, obrigando o município a fornecer informações do sistema de monitoramento da situação epidemiológica e seus indicadores na cidade. O prefeito Clodoaldo Gazzetta diz que o pedido foi atendido integralmente.

Na ação que solicita os dados, o Sincomércio tenta, por força de liminar junto à 2.ª Vara da Fazenda Pública, a anulação do decreto municipal que estabeleceu a fase vermelha na cidade, apontando que as respostas da prefeitura foram insuficientes (leia mais abaixo).

Walace Sampaio, presidente do sindicato, diz que solicitou ao município, por vias judiciais, oito tipos de informações e que só duas teriam sido respondidas e ainda de forma insuficiente. "Nós queremos avaliar os dados que norteiam o Pacto Regional e se o índice aplicado está correto, por isso as informações foram solicitadas. Mas, eles não apresentaram as variáveis", resume Walace, acrescentando que o sindicato ingressou com ação parecida em relação ao Estado.

Segundo o Sincomércio, não teriam sido detalhados na resposta da prefeitura dados como a curva epidemiológica; número de óbitos e testagem com percentual de óbitos comprovadamente causados pela Covid-19 em relação total de contaminados; percentual de pessoas testadas em relação do total de habitantes; e isolamento social com suas origens e formas de medição.

O sindicato também diz que buscava apurar a metodologia do Índice do Pacto Regional (IPR), mas aponta que há uma escala variável, aleatória e com arredondamentos de indicadores. E afirma que não há informações suficientes da origem dos dados.

Outro questionamento do Sincomércio é sobre uma afirmação de Gazzetta em um artigo publicado na edição de 27 de junho no JC, no trecho em que o prefeito fala sobre a ampliação de leitos de UTIs de "27 para 90" e "projeção de alcançar 110 nas próximas semanas".

"Ora, na mesma data, o boletim do DRS [Departamento Regional de Saúde] indica a disponibilidade de apenas 39 leitos de UTI em Bauru", cita o sindicato, na ação.

INSUFICIENTES

Já os dois pontos que teriam sido respondidos, mas de forma insuficiente, conforme o sindicato, são o IPR e a taxa de ocupação de UTIs. Sobre o primeiro, a entidade diz que não foram apresentados os indicadores que compõem o índice, apenas os resultados finais. Em relação às UTIs, o sindicato diz que a prefeitura apresentou dados apenas do Hospital Estadual (HE) e em período inferior ao solicitado.

RESPOSTA

Gazzetta contesta as acusações do Sincomércio. "Respondemos integralmente o que foi pedido. As fontes de onde foram coletadas as informações e que são necessárias para a elaboração da fórmula estão lá. Inclusive, na semana que vem, disponibilizaremos aplicativo de celular que trará todas essas informações e todos poderão acompanhar em tempo real a situação dos municípios", ressalta.

O chefe do Executivo esclarece ainda que o número de leitos citado no artigo se refere ao total ampliado em todos os hospitais públicos da região da DRS de Bauru, e não apenas no HE.

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