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Tecido especial pode vedar contato com vírus e bactérias

Estadão Conteúdo
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São Paulo - Desafiadas pela pandemia, indústrias brasileiras intensificaram pesquisas e desenvolvimento de tecidos inteligentes, capazes de neutralizar o coronavírus e várias bactérias. A Rhodia do Brasil criou um fio de poliamida antiviral e antibacteriano para confecção de tecidos para diversas aplicações, como vestuários e bancos de veículos. A startup Nanox desenvolveu um composto químico que, impregnado ao tecido, também evita a ação do vírus.

COMO AGE

A pandemia foi o que levou a Rhodia a apressar o desenvolvimento do fio com ativos que bloqueiam a contaminação e a proliferação de vírus e bactérias. Se o tecido feito com o fio receber o vírus (por toque de mãos ou espirros, por exemplo), ele se torna inativo e perde a capacidade de contágio. Seu efeito é permanente, ou seja, não perde a capacidade após lavagens.

A Rhodia já começou a exportar o fio, chamado de Amni® Virus-Bac OFF para a Itália e negocia com outros países da Europa, Ásia e EUA. O produto teve sua eficácia comprovada por laboratório independente, seguindo protocolos têxteis das normas internacionais. Ele também neutraliza também outros vírus como influenza e herpesvírus.

O professor Fernando Barros de Vasconcelos, que coordenou por 40 anos o curso de engenharia têxtil da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), afirma que há alguns anos a indústria passou a agregar aos tecidos tecnologias com diferentes atributos, como proteção solar, anti-celulite e que ajudam em cicatrizações.

"O fio não é um escudo contra o coronavírus, mas algo adicional no seu combate para trazer mais segurança aos usuários, e não substitui os cuidados orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)", ressalta Renato Boaventura, vice-presidente de Poliamida e Fibras da Rhodia.

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