Coincidência "lusitana" -
Cheguei na rodoviária bauruense de madrugada. O ônibus para a capital paulista partiria às 5h. Não vi nenhum passageiro próximo ao ponto de embarque, exceto eu. Eis que, de repente, uma senhora baixinha e branquinha, de cabelos curtos, escuros e anelados, chega apressada, procurando pelo mesmo ônibus. Veio ao meu encontro.
Expliquei-lhe que também estranhava a ausência de pessoas. Encetamos uma conversa. Percebi o sotaque diferente. Indaguei-lhe se era portuguesa. Ela confirmou. Disse-lhe, contente, que estava indo ao Consulado Geral de Portugal em SP para finalizar o processo de obtenção de minha nacionalidade portuguesa.
Disse-me, então, a simpática senhora, que estava indo para lá. Aguardava um dos filhos que a acompanharia. Poucos minutos depois, chegou o filho. Português também: Serafim.
Ambos destinavam-se ao referido consulado para renovação do passaporte. Meu horário de atendimento estava agendado para as 11h40min. O do filho: 11h30min. E o da senhora: 12h. Combinamos de pegar um taxi para, juntos, nos destinarmos ao local.
Na parada do ônibus, no meio do caminho, telefono para minha mãe e conto o ocorrido. Pergunta-me ela: "É a Dona Elvira? Mora em chácara, perto de Bauru?" E eu disse: "Não, chama-se Alzira. Sim, contou-me que mora numa fazenda. Mas, como vc sabe?".
Diz minha mãe que encontrou a portuguesa num consultório médico dias atrás e que falaram muito de Portugal. Contei isso para minha nova conhecida que, muito católica, disse que eram os santinhos delas "com carinhas de portugueses" que tinham lhe dado esse presente. Estava contente.
Pediu-me telefones para contato. Fomos e voltamos do consulado compartilhando o táxi.
Noutra conversa, descubro que é comadre dos pais de uma amiga de infância... Que curiosa e agradável essa experiência!
Fui brasileira, volto também portuguesa, tendo feito uma nova amiga da minha mais nova nacionalidade.
Acredita em coincidências?