Nova York - Os Estados Unidos celebraram neste sábado (4) o Dia da Independência sob tensão, após terem registrado um novo recorde de infecções pelo novo coronavírus na sexta-feira (3).
Criticado por sua gestão da pandemia, o presidente Donald Trump abriu as comemorações em Dakota do Sul, com discurso para apoiadores em que condenou movimentos antirracistas que "tentar apagar a história dos EUA".
Ele reuniu uma plateia de 7.500 pessoas para dar início às celebrações do Dia da Independência, comemorado neste sábado. No discurso, o republicano criticou as "multidões raivosas" que tentaram derrubar estátuas de figuras históricas.
O local escolhido por Trump foi o Monte Rushmore, que abriga o famoso marco que representa 4 ex-presidentes norte-americanos: George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt.
O CORONAVÍRUS
Os Estados Unidos registraram 57.683 infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com a contagem desta sexta-feira (3) da Universidade Johns Hopkins, superando pelo terceiro dia consecutivo o recorde de contágios da Covid-19 no país.
O total de casos no país mais atingido do mundo pela pandemia subiu esta semana para mais de 2.700 milhões de casos, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.
A média de novos casos diários nos EUA passou de 50 mil hoje devido ao aumento identificado em estados como Califórnia, Flórida e Texas.
ERRO DE TRUMP
O presidente Donald Trump, por sua vez, fez uma previsão mais otimista, que era de 50 mil a 60 mil óbitos, e depois a renovou para 110 mil. Já são 130 mil mortos. O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington (IHME), cujos modelos da evolução da pandemia são frequentemente utilizados pela Casa Branca, calcula que até outubro os EUA terão aproximadamente 175 mil mortes ocasionadas diretamente pelo vírus.