O mundo fica diferente depois que assistimos a Cinema Paradiso. E para melhor! Ao visitar e revisitar tantas vezes a película, reafirmamos nossos gostos pela simplicidade que permanece. Profunda e singela, sua música encanta qualquer dia que podemos sentar e assistir aos filmes. Ouvir a beleza da música de Ennio Morricone assistindo a Cinema Paradiso nos faz revisitar nossa infância, passearmos pelas nossas ruas, brincarmos com nossos amigos, cheios de incertezas em relação ao amanhã, mas felizes pela intensidade de emoções e sentimentos que a infância nos propõe.
Parece que tudo congela. Ao ouvir uma musica tão intensa, pensamos em nos querermos melhor ainda, em olharmos para nossos amigos, para a delicadeza de uma amizade que transborda muros, transborda gerações. Toca o nosso coração, nos define como indivíduos. É a vida que ninguém vê, difícil de descrever, mas intensa ao nosso mundo mental.
Sua música não tem medo, tempo e nem idade. Serve a todos os gostos. Realiza uma transformação enigmática em como podemos nos diferenciar enquanto apreciadores leigos de sua intensidade. Sem muitas vezes termos conhecimento específico, ela é capaz de dar sentido profundo ao tema de Cinema Paradiso.
Ennio Morricone trilhou vários filmes como "Três Homens em Conflito", "Cinema Paradiso" e "A Missão". Em 2016 venceu o primeiro Oscar, pela trilha sonora do filme "Os Oito Odiados", de Quentin Tarantino.
Esta é a beleza da música. Dar eternidade a quem a compôs, transbordar os sentimentos e nos atualizarmos que sem música não podemos viver. Em tempo, este texto foi escrito ao som da música "Cinema Paradiso" - Ennio Morricone.
A autora é responsável pelas páginas Cinema e Arte no Divã, Auguri Humanamente. Psicóloga Clínica, Psicanalista, especialista pela USP - Departamento de Psicologia