Principal corredor de circulares de Bauru, a avenida Rodrigues Alves será recapeada, mas a indisponibilidade de recursos adicionais impedirá que a prefeitura execute o projeto considerado ideal. As ondulações no pavimento da via, velhas conhecidas dos bauruenses, são provocadas pelo movimento constante de frenagem e aceleração dos veículos pesados que trafegam em grande número, todos os dias, especialmente entre o trecho que vai da avenida Pedro de Toledo até a Nações Unidas.
E é justamente este segmento, entre as quadras 1 e 13, que será contemplado pelo recape, em ambos os sentidos. A obra foi garantida por emenda parlamentar de R$ 2.870.210,00, viabilizada pelo deputado Rodrigo Agostinho.
O município teria respaldo legal para custear valores de contrapartida visando executar um projeto melhorado, porém, segundo o prefeito Clodoaldo Gazzetta, em razão das demandas geradas pelo enfrentamento à pandemia de Covid-19, não haverá recursos disponíveis para tanto. "É um recape mais reforçado do que o convencional, considerando que a Rodrigues Alves é uma avenida problemática, mas não teremos condições de trocar a sub-base, como pretendíamos fazer inicialmente", detalha.
Secretário Municipal de Obras, Sidnei Rodrigues explica que o projeto ideal, que custaria R$ 13 milhões, contemplaria a remoção e substituição de toda base e sub-base do pavimento. Já um projeto intermediário, com custo estimado de ao menos R$ 4 milhões, seria a implantação de brita graduada com 50 centímetros de profundidade.
DURABILIDADE
Diante da escassez de recursos, uma possibilidade seria implantar esta camada reforçada de pedras ao menos nos locais de embarque e desembarque de passageiros, onde o atrito dos pneus com o asfalto é mais intenso. "Seria uma saída, já que, em vários trechos da avenida, temos algumas camadas de asfalto sobrepostas, que não absorvem corretamente a pressão que veículos pesados exercem sobre o pavimento", assinala o secretário.
Gazzetta afirma que o recapeamento no modelo mais simples, sem esta intervenção mais profunda, possui durabilidade de dez anos.
Vale destacar que, em junho de 2016, o JC noticiou o recape da avenida nas quadras 4 e 5 e, passados quatro anos, as ondulações já podem ser observadas no mesmo trecho. Outro exemplo é a quadra 54 da avenida Nações Unidas, em frente ao Hospital Estadual, que foi recapeada há um ano e também já apresenta saliências.
De acordo com o prefeito, a obra será realizada por empresa terceirizada, a ser contratada por meio de licitação. "A expectativa é de que o processo licitatório seja finalizado até o final de julho e que a gente tenha condições de conhecer a empresa vencedora em agosto. Como as obras ocorrerão no período noturno para não atrapalhar o trânsito, acredito que, em três meses, elas sejam concluídas", completa.