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Revolução de 1932 é lembrada em Bauru com homenagens a combatentes

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Três bauruenses mortos em combate na Revolução Constitucionalista de 1932 foram rememorados em homenagem, na manhã desta quinta-feira (9), na sede do Comando de Policiamento do Interior 4 (CPI-4), em ato que celebrou o 88º aniversário da Revolução de 32. A homenagem foi realizada com todas as precauções por conta da Covid-19.

Alfredo Ruiz, Rubens Fraga de Toledo Arruda e Agenor Meira - que batizaram ruas de Bauru - participavam do front de batalha e foram mortos na revolta ocorrida no Estado de São Paulo contra o governo de Getúlio Vargas. No monumento em homenagem a eles, será colocada uma coroa de flores e será entoado o toque militar fúnebre pelo cabo César Felipe Oliveira Silva, considerado o momento mais sublime do evento.

MEMÓRIA

Diretor-presidente do Museu Histórico Militar de Bauru (MHMB), o cabo reformado da Polícia Militar (PM) Jorge Sebastião dos Santos, o J. Santos, afirma que a iniciativa é para manter viva a memória deste marco. "Fazemos este trabalho de resgate histórico durante todo o ano. Só não fizemos as exposições, por conta da pandemia. Nós fazemos questão de comemorar o dia 9, por que faz parte da nossa história, da história do Brasil e queremos manter a chama de 1932 sempre acesa", afirma.

Com todas as proteções adequadas, por conta da pandemia, também estará presente o cabo Cassiano Pinheiro, presidente do Núcleo MMDC (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) de Bauru, chamado "Voluntário Joaquim Zagui", ligado à Sociedade de Veteranos de 32 (que existe desde 1954), com sede em São Paulo, entre outros diretores.

IMPORTÂNCIA

Segundo J. Santos, será uma homenagem rápida, mas necessária. "Logo quando entramos na escola de soldados, sabemos da importância da Revolução Constitucionalista. Eu, por exemplo, tive meu avô combatente pela cidade de Silveiras", conta. "No museu, temos fotos, livros, medalhas, pertences pessoais, fardas de 1932, entre outros. É uma pena que não tenhamos os nomes dos combatentes nas imagens. Fazemos este trabalho de resgate histórico durante todo o ano. Só não fizemos as exposições por conta da pandemia", conclui.

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