Londres - No pequeno Burundi, país com 11,5 milhões de habitantes na África, a morte do presidente, Pierre Nkurunziza, 55 anos, um mês atrás, marcou uma reviravolta no combate ao novo coronavírus.
Um negacionista contumaz da gravidade da pandemia, Nkurunziza foi sucedido por Evariste Ndayishimye, 52, que assumiu posição oposta e adotou um discurso firme de combate ao vírus. Enquanto Nkurunziza minimizou os perigos da crise sanitária dizendo que "Deus limpou [o coronavírus] dos céus do Burundi" e chegou a expulsar o representante da Organização Mundial da Saúde do país, seu sucessor classificou a Covid-19 como o "pior inimigo" da nação e agora lançou uma campanha de testes em massa.
O novo presidente também implantou uma política de subsídio a sabonetes e a água potável.