Brasília - O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta segunda-feira (13) que não faltou dinheiro para atender os problemas de Saúde durante o enfrentamento à Covid-19. Em evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele listou as medidas econômicas lançadas pelo governo durante a pandemia.
O ministro considerou ainda que "apenas" cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada foram demitidas na atual crise, enquanto o programa de redução de jornada e salários preservou mais de 10 milhões de vagas formais. "Nossa política pública suplementa o salário do trabalhador para que ele possa ser mantido", completou.
Guedes também detalhou o pagamento por cinco meses do auxílio emergencial de R$ 600 para desempregados e informais. Ele lembrou que o benefício é pago a 64 milhões de pessoas.
INVISÍVEIS
"Descobrimos 38 milhões de brasileiros invisíveis, fora do mercado formal de trabalho. A pandemia deixou exposta a fragilidade e a profunda desigualdade do sistema econômico brasileiro. Apesar do gasto público ter passado de 18% do PIB para 45% do PIB nas últimas quatro décadas, o Brasil gastou mal esses recursos", acrescentou Guedes.
O ministro voltou a prometer o lançamento de um programa de renda permanente após a pandemia, com uma "rampa de ascensão" social que passar por uma formalização maior do trabalho. "Para cada brasileiro empregado, outro perde o emprego devido à carga de tributos na folha de pagamento. Precisamos criar um sistema que abrace, proteja e dignifique o trabalho desses 38 milhões de informais", concluiu.