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Bauru tem 102 casos de falta de energia por queimadas


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O tempo seco característico do inverno traz uma preocupação adicional para as distribuidoras e transmissoras de energia elétrica: o risco de incêndios em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão. Um levantamento feito pelo Centro de Operações da CPFL Paulista mostra que, na região de Bauru, entre 1 de janeiro e 15 de junho deste ano, foram contabilizadas 225 queimadas responsáveis por interrupções no fornecimento de energia, cerca de 40 por mês. Entre os registros na região, Bauru, com 102 ocorrências, fica em primeiro lugar na ranking.

Botucatu ocupa a segunda posição, com 12 casos. Lins e Presidente Alves empatam no terceiro lugar, com nove registros, enquanto Pederneiras, com sete, fecha o ranking.

"É importante a conscientização da população e dos produtores agrícolas, pois os incêndios sob a rede de distribuição de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações. O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras", alerta José Carlos Brizola Junior, gerente de Operações de Campo da CPFL Paulista.

De acordo com o estudo da distribuidora, que atende 4,6 milhões de consumidores em 234 municípios do Interior Paulista, em 2020, até o momento, Campinas lidera esse ranking geral de queimadas, totalizando 160 ocorrências. Em segundo lugar, vem Ribeirão Preto, com 111 casos e, logo na sequência, aparece Bauru, com 102 registros.

RISCOS E ORIENTAÇÕES

Considerando o impacto do assunto para a população, seja na segurança ou mesmo na qualidade do fornecimento de energia, o grupo CPFL Energia, por meio da campanha Guardião da Vida, incentiva a discussão sobre o tema.

Na estiagem, a pouca umidade, a vegetação baixa e os ventos fortes são fatores que podem provocar incêndios. Além disso, até mesmo uma queimada mal controlada para atividades agrícolas também pode colocar em risco o fornecimento de energia, atingindo os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para os todos, além de danos ao meio ambiente e à segurança da população.

A CPFL explica que o calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos, junto da fuligem levada pelo vento e grandes volumes de fumaça, também pode provocar curtos-circuitos ou rompimento de cabos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos que desligam as linhas.

Por isso, a CPFL Paulista dá algumas dicas para o convívio adequado entre rede elétrica e queimadas: "Não realize queimadas em áreas próximas às redes elétricas; faça 'aceiros' para controlar o fogo; respeite a 'faixa de servidão' ao realizar o plantio; não solte balões; não jogue pontas de cigarro acesas nas matas ou em acostamentos das rodovias; e, ao identificar um foco de incêndio, avise o Corpo de Bombeiros".

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