Olá, cozinheiros! Bem-vindos a mais uma aventura na cozinha!
Aquele prato bem cheio de bolinhos fritos, quentinhos e açucarados, espalhando aroma de canela pela cozinha em uma tarde fria de inverno é uma das lembranças mais caras da minha infância. Arrisco dizer que não só da minha.
Bolinho de chuva é um clássico do lanche vespertino, com suco ou chá para as crianças e com café (com ou sem leite) para os mais crescidos, é daquelas receitas de coração, que cada um faz do seu jeitinho, como a avó, a tia ou a vizinha ensinaram - e claro, não há nada de errado nisso.
Mas há algumas dicas preciosas e mitos a serem quebrados. O primeiro é que não precisa ser um dia de chuva para comer o saboroso bolinho, mas suponho que isso todos já saibam. Além disso, apesar de a versão tradicional (que se acredita ter vindo, como tanto da confeitaria nacional, dos adocicados receituários portugueses) ser simples, apenas coberta com açúcar e canela, o bolinho de chuva pode ser também recheado: banana, maçã, goiabada e doce de leite de corte são algumas opções que ficam muito gostosas. Para a coluna de hoje, inclusive, cometi a subversão de não só rechear os bolinhos como também transformar a base da massa que minha mãe fazia em um quitute salgado, para um lanche completo.
Para ficar perfeito, é preciso prestar atenção em dois pontos principais da receita. A massa não pode ser muito líquida, mas também não deve ser muito pesada, sob risco de comprometer a deliciosa textura fofíssima. Preste atenção às quantidades e, se precisar acertar algo, faça aos poucos. Além disso, o óleo para a fritura precisa ser quente, mas não tanto, sob pena de ter como resultado bolinhos dourados por fora e crus por dentro.
Como tudo na culinária, a prática faz a perfeição. E testar bolinhos de chuva não é uma tarefa das piores, convenhamos. Então, (fique em casa se possível e) vamos para a cozinha? Até a próxima!