O Jornal da Cidade nos brindou com dois excelentes artigos publicados no domingo dia 12/07/20, nas colunas "Conversando com o Bispo", e "Reflexão e Fé", de responsabilidade de Dom Sevilha, Bispo Diocesano de Bauru, e, do Pastor Hugo Evandro Silveira, titular da Igreja Batista do Estoril, respectivamente.
Em "Você tem fé?", Dom Sevilha questiona "qual a diferença entre uma pessoa que tem fé e a outra que diz não a ter?", e responde que "ambas terão que enfrentar a mesma dura luta da vida, com suas alegrias e tristezas, luzes e sombras [...], hoje, sendo tudo junto e misturado, inclusive a fé e a falta dela, ficou difícil perceber a presença ou ausência dela", e, conclui que o simples conhecimento da Bíblia não habilita a pessoa a afirmar ter fé, pois "todos sabemos que o demônio também conhecia a Bíblia, pois tentou Jesus no deserto com palavras da Sagrada Escritura (cf. Mt 4,1)".
Em "Livres da superstição", o Pastor Hugo relata que "com a expansão da ciência no século 20 muito se pensou que a humanidade ficaria isenta da superstição", e observa que "em pleno século 21 as pessoas ainda continuam presas a alguma forma de superstição, coisas como pé de coelho, figas [...], Bíblia aberta no Salmo 91, dólar na carteira, moeda da sorte, consulta aos astros, tarôs e búzios [...] etc", e, conclui que "milhares de pessoas até mesmo vistas como "intelectualizadas" vivem presas a alguma forma de superstição. Vê-se, pois, que a sedução da superstição atinge todas as camadas sociais". Finalizando seu artigo, Dom Sevilha diz ser difícil identificar quem de fato tem fé, e corajosamente afirma que crê "haver hoje um grande número de pessoas não religiosas, que até se declaram ateias e que, pela maneira de ser e de agir, têm mais fé do que eu".
Por sua vez, o Pastor Hugo finaliza seu artigo afirmando que "somente Deus pode satisfazer os anseios humanos de paz, alegria, segurança e eternidade. Deus não nos promete um mar de rosas, nem mesmo seu Filho Jesus viveu em um mar de rosas, mas a Bíblia diz que Deus não nos abandonará em nenhum momento".
Ainda que por ângulos diferentes, ambos abordam a fé ou a falta dela que predomina em nossos tempos, principalmente nesta época de pandemia. Inquestionavelmente, os autores são pessoas extremamente cultas, e cujas atividades pastorais os qualificam para escreverem esses artigos. De minha parte, modestamente observo que se alguém discordar desses autores será porque não entendeu a mensagem deixada pelo Cristo!
Meus cumprimentos ao Jornal da Cidade por abrir esses tão importantes espaços de reflexão!
Grato pela publicação!