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Presidente de Comissão da OAB de Santo André defende o desembargador que ofendeu guardas

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O presidente da Comissão de Direito dos Refugiados e Migrantes da OAB de Santo André, na região metropolitana de São Paulo, divulgou nota de apoio ao desembargador Eduardo Siqueira, que ofendeu e tentou intimidar guardas civis municipais ao ser abordado por estar sem máscara de proteção facial.

No texto, Alberto Carlos Dias afirma que a conduta do magistrado foi retratada indevidamente pela mídia e que o desembargador é quem foi tratado de 'maneira abrupta'.

"Trata-se de uma pessoa idosa que fora abordada de maneira abrupta (inclusive com abertura de portas), o que instintivamente provoca dois comportamentos imediatos: reação ou fuga", escreveu. A manifestação, publicada nas redes sociais do advogado, foi posteriormente apagada. 

Procurada pela reportagem, a OAB de Santo André informou que não compartilha da posição de Dias e repudiou a nota 'inapropriada e não autorizada' divulgada pelo advogado.

O CASO

Flagrado sem máscara enquanto caminhava em uma praia de Santos no último sábado, 18, o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo, chamou de 'analfabeto' o guarda que lhe pediu que colocasse o EPI, obrigatório em locais públicos durante a pandemia do novo coronavírus. O magistrado chegou a desafiar os agentes a multá-lo e a insinuar que jogaria a autuação 'na cara' do guarda caso ele insistisse na notificação.

Após o episódio, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu abrir uma investigação para apurar o caso.

JAÚ

O desembargador é bastante conhecido na região de Jaú, onde viveu toda a infância e pertence à família Almeida Prado. A família, com origens em Itu e Jaú, cidade de origem do desembargador, tem influência política no Estado, sendo considerada descendente dos primeiros colonizadores do Brasil. Ele próprio tem, ao lado de um dos irmãos, fazendas de criação de gado leiteiro na região de Birigui. Ele também aparece como proprietário de uma fazenda onde produz juta e milho, igualmente em Birigui. Em família é chamado de Siqueirinha.

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