Internacional

Chile e Peru reabrem por causa econômica

FolhaPress
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Buenos Aires - Apesar de terem trajetórias diferentes durante a pandemia de coronavírus, os vizinhos Chile e Peru enfrentam neste momento um desafio parecido: tentam reabrir suas economias enquanto estão na lista dos dez países mais afetados pela Covid-19 no mundo, em número de casos (sem levar em consideração o coeficiente entre casos e número de habitantes).

Com uma leve alta recente no número de casos, o Peru aparece em sexto lugar no ranking, enquanto o Chile - que registra uma sutil queda - é o oitavo.

Mesmo com a América Latina no epicentro da pandemia, os dois governos têm insistido na reabertura, em parte por temerem os reflexos econômicos da crise.

O presidente peruano, Martín Vizcarra, já afirmou que o aumento recente de contágios "não justifica um retorno ao confinamento". E acrescentou: "Estamos numa situação em que temos que contar com o compromisso permanente da população, não é possível continuar com medidas tão duras".

Segundo estimativa do FMI, o PIB peruano deve cair 14% em 2020, o pior desempenho da América do Sul.

Já no Chile, o ministro da saúde, Enrique Paris, apresentou um plano de reabertura, que também começou a valer nesta semana. Dividido em duas etapas, ele prevê medidas diferentes para cada região do país.

No caso chileno, a concentração de casos acontece na região metropolitana de Santiago, que reúne outros seis municípios e concentra 8 milhões de pessoas --o país soma pouco mais de 18 milhões.

Apesar de terem números relativamente parecidos de casos e de mortes - 362.087 casos e 13.579 mortes no Peru; 334.683 e 8.677 no Chile -, o enfrentamento da pandemia tem sido bastante diferente nos dois países.

Vizcarra foi um dos primeiros líderes da América Latina a implementar uma quarentena dura, em 16 de março. O governo fechou as fronteiras e decretou que apenas trabalhadores essenciais tinham permissão para sair de casa. As medidas de isolamento, porém, não funcionaram, num país que tem um mercado informal de 72,6% da população (segundo dados do Instituto Nacional de Estatística).

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