A humanidade, ao longo de sua história, vem construindo diversos conhecimentos, com intuito de tentar entender e explicar os fenômenos mundiais. Com a Revolução Científica iniciada no século XV, foi se modificando o modo de contestar as coisas com maior estrutura e prática. Juntamente seus efeitos, mudaram significativamente a história da humanidade.
Por tal motivo, a ciência vem exercendo grande influência em nossas vidas cotidianas, responsável pelas transformações tecnológicas que têm suportado as incríveis evoluções, proporcionando também nas concepções medicamentais a percepção dos efeitos farmacológicos e sobre os efeitos adversos.
Contudo, atualmente estamos presenciando uma pandemia causada pelo vírus Covid-19, no qual deu-se em uma situação delicada e dolorosa. Diante disso, a ciência vem sofrendo duros ataques envolvendo legitimidade, investimento e interferência política, que por sua vez almeja seu uso para determinados fins ou com intuito de manter o obscurantismo das pessoas, manipulando-as para que atendam determinados interesses.
No entanto, foram-se realizados em todo o mundo e também no Brasil ensaios clínicos visando a investigação no tratamento contra o coronavírus tendo em vista o compromisso ético e a objetividade nas realizações das pesquisas. Ainda assim, precisamos ter reconhecimento da participação do pesquisador que é um ser social e biológico na construção do conhecimento.
Diante desse contexto que enfrentamos, é inegável que o historiador é parte da história construída e sofre junto com a ciência os ataques da interferência política, legitimidade e investimento.
Diante do exposto, faz-se necessário o posicionamento do cientista que, mesmo com as controvérsias, deve focar acima de tudo na sua ética e na dedicação com a sua pesquisa. Como Pasteur disse: "Os benefícios da ciência não são para os cientistas e sim para humanidade."