São Paulo - A denúncia contra o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) o tirou da equipe da campanha do prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição no pleito deste ano. Nesta quinta (23), o braço eleitoral da Lava Jato o acusou de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral (caixa dois).
Alckmin havia sido escalado para coordenar o programa de governo de Covas.
Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo, Alckmin recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht na campanha ao governo de 2010 e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014. A defesa de Alckmin diz que as conclusões do inquérito são apressadas e infundadas.
Com a denúncia, na manhã desta quinta, que o ex-governador telefonou ao prefeito para dizer que não mais faria a coordenação do programa de governo e que precisava se dedicar a sua defesa.
A equipe de Covas ainda não definiu um novo nome para gerenciar as propostas de governo. A coordenação-geral da campanha está a cargo de Wilson Pedroso, secretário particular do governador João Doria (PSDB).