A cozinha brasileira é conhecida por suas farofas. Os preparados à base de farinhas de milho ou mandioca enriquecidos com gorduras, proteínas e outros quetais estão entre nossas comidas genuinamente típicas. E quem não ama um feijão com farofa, não é mesmo? No entanto, vamos falar aqui de outro tipo de farofa, a também muito famosa (principalmente na Itália) farofinha crocante de pão.
Marcella Hazan descreve o "pan grattato", no livro "Fundamentos da Cozinha Italiana Clássica", como migalhas de pão amanhecido sem qualquer tipo de adição de sabor. Por definição, então, a receita que dou hoje nesta coluna não é clássica ou tradicional, mas utiliza essas raízes italianas para criar um produto final crocante que, ao mesmo tempo, aproveita o pão já endurecido e pode ser usada para dar um toque final a massas e saladas.
Para fazer a farofinha de pão, eu prefiro pães rústicos, como o italiano ou o de fermentação natural, que são mais pesados e saborosos. Aqui, passei os nacos de pão no processador, mas se você não tiver um pode usar o liquidificador ou mesmo um bom ralador. O efeito será o mesmo.
A preparação da farofa de pão também é um ótimo momento para aprender a fazer o belo movimento que os chefs fazem com as panelas, causando o efeito giratório da comida no ar, que todo mundo quer copiar e poucos conseguem.
O truque é não balançar a frigideira para cima e para baixo: o alimento não pode pular dentro da panela, ele precisa girar. Assim, segure firme no cabo, incline ligeiramente para baixo e faça movimentos para frente e para trás. A prática ajuda e o máximo que vai acontecer é uma pequena sujeira de migalhas de pão.
Essa farofinha pode ser incrementada de várias formas: raspas de laranja ou limão, alho e ervas secas ou frescas bem picadas (e sequinhas) são ótimas sugestões.
Então, vamos para a cozinha? Até a próxima!