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Bênção de veículos: bauruense está mais sensível à fé

Samantha Ciuffa
| Tempo de leitura: 2 min

A tradicional bênção de veículos como parte da celebração a São Cristóvão garantiu um “ânimo” a mais para quem passou por lá. É o que declara a administradora Alessandra Doro Limão, de 38 anos, que foi com o marido Gustavo Limão, 41, e as filhas Maria Clara, 11 e Maria Laura, 7, para abençoar o carro adquirido neste ano. “A gente sente bastante que a vida mudou, mas o fato de o padre Marcos ter persistido para fazer a bênção, nos deu incentivo”, relata Alessandra.

Ela e o marido, bastante devotos, costumam pedir a proteção para o dia-a-dia, já que Alessandra trabalha em uma oficina de carros e Gustavo já trabalhou no ramo de transportadoras. Para tanto, a administradora guarda a imagem do santo em sua mesa. Além do casal, pelo menos outros dois mil bauruenses passaram para pedir a benção de veículos, chaves, documentos e até carteiras de trabalho no 55º ano de festa.

De acordo com o padre Marcos Pavan, a quantidade de veículos surpreendeu, entre caminhões, carros, motos e bicicletas. “Senti que estavam esperando mais este ano. Com a pandemia, percebi a sensibilidade da fé maior nas pessoas, por isso elas buscaram mais”. Outra mudança em relação aos anos anteriores foi o carro cheio. “Notei que a família toda fez questão de participar”, finaliza.

Exemplo dessa sensibilidade, a esteticista Silvia Regina, de 48 anos, narra o momento em que recebeu a bênção. “Vieram muitos pensamentos na minha cabeça sobre a pandemia e sobre o quanto a gente precisa dos veículos. Pensei em todos os motoristas que precisam trabalhar e em todos que estão desempregados. Pedi a bênção para todos eles”. Junto ao marido Flávio Bolsonaro, de 53 anos, Silvia assegura que é preciso ter esperança. “Tudo vai passar, é preciso ter paciência. Nós não estamos derrotados”, reitera.

GRAÇAS ALCANÇADAS

Quem confirma já ter conseguido alcançar uma graça é o advogado César Carvalho, de 56 anos. Junto à esposa Adriana Martins, 49, e à mãe Nancy Carvalho, 83, ele cumpriu a tradição de levar o carro para receber a bênção em frente à Paróquia de São Cristóvão. Desde criança, quando ia com seus pais, César sente que o santo está sempre presente. “Uma vez, estava na estrada e caí com o carro em uma valeta, que ficava ao lado do abismo. O carro só ralou a lateral e consegui continuar a viagem. Poderia ter sido uma tragédia. Tenho certeza que foi a proteção de São Cristóvão”, relata o advogado. Além do carro, o advogado fez questão de deixar as companhias em casa e levar também a moto para ser abençoada.

PROGRAMAÇÃO

Apesar de a carreata ter sido cancelada, um grupo de caminhoneiros fez buzinaço em alguns pontos de Bauru, por conta própria. Devido à pandemia, o também tradicional almoço de domingo pôde ser retirado através do sistema de drive thru. Foram vendidos 600 pratos. A missa das 19h encerrou os festejos em homenagem ao padroeiro dos motoristas.

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