A chuva teima em não dar as caras em Bauru e região. O mês de julho teve duas pequenas precipitações, que nem foram percebidas pelos bauruenses. E, segundo o IPMet da Unesp, não há previsão sequer de garoa entre esta terça-feira (28) e sábado (1). A umidade relativa do ar segue em queda e isso exige atenção redobrada com a hidratação, principalmente a quem está praticando atividades ao ar livre na pandemia, em que o uso da máscara é obrigatório.
Outro agravante é a diminuição do nível da Lagoa de Captação do Rio Batalha, que baixou nesta segunda para 3,09 metros, exigindo uso consciente e economia da população.
Segundo o IPMet, a última vez em que a estação meteorológica registrou chuva ocorreu no dia 9 deste mês. Mas a quantidade foi tão irrelevante, de 1,2 milímetros, que muitos bauruenses nem perceberam. O mesmo ocorreu no dia 1 de julho, com apenas 8,1 milímetros.
AR SECO
Ainda de acordo com o instituto de meteorologia, nesta terça-feira, uma massa de ar mais seco continua atuando no Estado de São Paulo, mantendo o tempo estável, com poucas nuvens e sem previsão de chuva. A partir desta quarta-feira, uma nova frente fria se desloca pelo oceano, próximo ao Litoral, ocasionando aumento da nebulosidade e com previsão de chuvas fracas somente nas áreas Sul e Leste do estado, bem distantes da região de Bauru.
Com isso, o calor deve continuar. O dia mais quente do mês, inclusive, foi neste último sábado (25), com 30,7 graus. Já o dia 2 foi o mais frio de julho, com 7,2 graus.
UMIDADE
Segundo dados do IPMet, em julho, Bauru teve apenas um dia com nível acima dos 50% de umidade relativa do ar, três com o índice pouco acima dos 40% e cinco dias abaixo dos 30%. Os demais variaram entre 30% e 40%.
Na escala da Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado estado de alerta quando o índice de umidade relativa do ar está entre 12% e 20%. Entre 20% e 30%, o órgão define como estado de atenção. Acima de 30%, a situação está normalizada. Entretanto, a OMS aponta que índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana. Principalmente para quem sai de casa para praticar atividades, como caminhada, corrida, ciclismo ou tênis.
RIO BATALHA
Conforme o JC noticiou no último sábado, o longo período sem chuvas e o excesso do uso de água, decorrente das altas temperaturas registradas nos últimos dias e também de mais pessoas em casa por conta da quarentena, acenderam o alerta no DAE para o consumo consciente do líquido no município.
Desde maio, a produção do Batalha está 10% menor em função da pouca disponibilidade hídrica. Na última sexta (24), a lagoa registrava 3,14 metros. Ontem, o nível baixou para 3,09 e existe o risco de cair ainda mais, sendo que o mínimo considerado ideal é de 3,20 metros.
"A autarquia continua monitorando constantemente o sistema e tem realizado manobras para garantir o equilíbrio do abastecimento, mas é fundamental que a população faça uso consciente da água, sem desperdícios", pontua o DAE, em nota.