São Paulo - O secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy, preso ontem (6) durante a Operação Dardanários, da Polícia Federal (PF), na capital paulista, pediu licença de 30 dias do cargo. Segundo o governo do estado de São Paulo, o secretário afasta-se da administração estadual para se concentrar exclusivamente em sua defesa. "À frente da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, Baldy retomou obras de mobilidade, garantiu a renovação da frota de ônibus intermunicipais e acelerou a construção de cinco estações do Metrô. Alexandre Baldy tem demonstrado competência, dedicação e postura idônea no exercício da sua função no governo de São Paulo", diz nota do Palácio dos Bandeirantes. A Secretaria dos Transportes Metropolitanos passará a ser comandada temporariamente pelo secretário executivo, Paulo Galli.
Após a prisão do secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, na manhã desta quinta-feira (6), o governador João Doria já havia decidido afastá-lo do cargo.
Baldy (PP) foi um dos alvos de seis mandados de prisão temporária expedidos pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas.
A prisão foi vista como uma chance de que o posto venha a ser reocupado por um nome com conhecimento técnico aprofundado em um momento em que a pasta tem projetos relevantes no horizonte.
DINHEIRO VIVO
Baldy é visto como alguém de fora. A frequência com que o secretário viajava a Brasília, onde mantém a casa em que os agentes federais apreenderam R$ 90 mil, era comentada no setor, que considerava a agenda dele em São Paulo restrita. Em outra residência dele, em Goiânia, a PF também achou R$ 110 mil.
A investigação não tem relação com o trabalho de Baldy na gestão do governador João Doria (PSDB) em São Paulo.
OUTRO LADO
A defesa de Baldy disse, em nota, que a medida é descabida e as providências para sua revogação serão tomadas."O secretário tem sua vida pautada pelo trabalho, correção e retidão. Sempre esteve à disposição para esclarecer qualquer questão, jamais foi questionado ou interrogado, com todos os seus bens declarados, inclusive os que são mencionados nesta situação", diz a nota.
Os advogados dos demais envolvidos não se pronunciaram.