Washington - O governo dos Estados Unidos impôs sanções, nesta sexta-feira (7), a 11 dirigentes de Hong Kong, entre os quais a chefe-executiva Carrie Lam, por, segundo a Casa Branca, minar a autonomia do território.
A decisão é uma nova reação de potências estrangeiras à controversa lei de segurança nacional aprovada por Pequim no final de junho e se insere dentro da Guerra Fria 2.0 entre Washington e Pequim.
"Os Estados Unidos respaldam o povo de Hong Kong e utilizarão nossas ferramentas e autoridades para sancionar aqueles que minam a autonomia do território", declarou, em um comunicado, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.
Além de Lam, o chefe da polícia de Hong Kong, Chris Tang, seu predecessor, Stephen Lo, o secretário de Segurança do território, John Lee Ka-chiu, e a secretária de Justiça, Teresa Cheng, foram alvos da medida.
As punições congelam qualquer eventual patrimônio das autoridades asiáticas nos Estados Unidos e geralmente impedem americanos de fazer negócios com eles.
A lei de segurança da China para Hong Kong, criticada pela comunidade internacional, permite a repressão de quatro tipos de crime contra o Estado: subversão, secessão, terrorismo e conluio.