Dois grandes vencedores do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras e o técnico Vanderlei Luxemburgo vão ter uma competição para mostrarem o quanto sabem administrar e se planejar com o elenco. Ambos serão testados a mostrar acertos no planejamento e na escolha estratégica das escalações para conseguir rodar o elenco sem desgastar peças ou perder qualidade ao longo das 38 rodadas.
Nas duas últimas conquistas recentes, em 2016 e 2018, o Palmeiras conseguiu levar a taça justamente por ter um elenco numeroso e capaz de trocar peças sem perder a qualidade. Isso ficou evidente na mais recente campanha vitoriosa, quando o então técnico Luiz Felipe Scolari chegou a dividir o elenco entre os jogos do Brasileiro e os da Libertadores.
Agora em 2020 a estratégia é ainda mais necessária. O calendário apertado vai forçar o treinador a descobrir o potencial dos reservas. Pelo menos durante parte do Campeonato Paulista, o rodízio de opções não trouxe grandes resultados. Inclusive, a equipe teve dificuldades para repor a saída de Dudu, negociado com o futebol do Catar, e não tem substitutos à altura para todas as posições.
É claro que as opções podem aparecer ao longo dos próximos meses e caberá ao treinador fazer essa análise, mas pelo menos no começo deste Brasileirão, o Palmeiras ainda se vê atrás de alguns rivais em termos de elenco. A chegada de vários jogadores das categorias de base serviu para aumentar opções.
O Palmeiras confia na experiência de Luxemburgo, que busca a sexta taça na competição. Em vez de reforços caros, como fez nas últimas temporadas, a equipe terá agora de fazer um planejamento mais modesto, coletivo, e não tanto na dependência de um só nome, como por vezes, ano passado, com Dudu.
TIME-BASE
Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo, Gómez e Viña; Patrick de Paula, Gabriel Menino e Ramires; Rony, Willian e Luiz Adriano. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.