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Governo prevê aulas de reforço em um mês

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A região de Bauru foi reclassificada para a fase amarela na última sexta-feira (7) e, com o avanço, a cidade passa a ter a possibilidade de iniciar aulas de reforço e atividades de acolhimento já a partir de 8 de setembro. Para tanto, deverá garantir a permanência nesta fase do Plano São Paulo por 28 dias. Se retroceder, só poderá reabrir as escolas, de maneira gradual, em 7 de outubro.

Porém, para que isso ocorra, 80% do estado deverão permanecer por 28 dias consecutivos na fase amarela, chegando a 100% nos últimos 14 dias. O retorno será gradual, atingindo até 35% dos alunos em um primeiro momento.

"A volta gradual e responsável das atividades escolares é fundamental, principalmente para as crianças das camadas mais desfavorecidas da sociedade. O retorno é importante não somente pelo aspecto educacional, mas também pela questão social e da segurança alimentar", afirmou o governador João Doria, em entrevista coletiva concedida na última sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes.

Além dos riscos para saúde mental dos estudantes devido ao longo período de isolamento, o governo do estado destacou a análise feita pela Organização das Nações Unidas (ONU), para quem a paralisação das aulas presenciais gera uma "catástrofe geracional que pode desperdiçar um potencial humano incalculável, minar décadas de progresso e acentuar desigualdades."

GRADUAL

O adiamento da data prevista para a retomada das aulas presenciais foi recomendado pelo Centro de Contingência do Coronavírus, tendo em vista que, apesar de 86% da população do estado estar na fase amarela, dificilmente, no próximo ciclo de 14 dias, todo o estado alcançaria esta classificação, já que há regiões que continuam na fase vermelha.

Porém, a partir do dia 8 de setembro, as regiões que estiverem há 28 dias na fase amarela ficam autorizadas a receber os alunos para aulas de reforço, recuperação de conteúdos já ministrados e atividades opcionais, como aulas em laboratórios. Nesta primeira etapa, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, até 35% dos alunos devem ser atendidos em atividades presenciais. Para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, o limite máximo de alunos é de 20%.

Segundo o governo, cada escola poderá optar pela reabertura regionalizada e os professores interessados poderão realizar atividades com poucos alunos. Apenas participam os estudantes que tiverem anuência dos responsáveis, sendo que aqueles que fazem parte do grupo de risco devem permanecer em casa. Do mesmo modo, profissionais da educação do grupo de risco continuam trabalhando remotamente.

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