Regional

Grupo que fraudava auxílio é preso

Lilian Grasiela e Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - A Polícia Militar, por meio do 13.º Batalhão de Ações Especiais de Polícia, desarticulou, na noite desta terça-feira (11), em Lençóis Paulista (47 quilômetros de Bauru), uma quadrilha especializada em sacar dinheiro do auxílio emergencial do governo federal. Na chácara onde estava o grupo, foi montada uma central para fraudar o benefício. No total, seis homens e duas mulheres foram presos. A Polícia Federal, que ficará responsável pelas investigações, estima que milhares de pessoas tiveram seus dados pessoais usados irregularmente (leia mais abaixo).

Segundo a PM, após denúncia, equipes da corporação foram até uma propriedade no bairro Chácaras São Judas Tadeu, onde havia movimentação suspeita de veículos de luxo, e abordaram em frente ao imóvel dois homens, que estavam numa caminhonete S-10.

Eles informaram que estavam hospedados no local e autorizaram a entrada dos policiais. Na chácara, foram encontradas outas seis pessoas, que estavam operando computadores e utilizando, nas telas, números de CPFs de terceiros, que não estavam presentes.

Ainda de acordo com a polícia, os abordados demonstravam ser especialistas em golpes cibernéticos para obtenção indevida do auxílio de R$ 600,00. Eles estavam na chácara há pelo menos 10 dias e eram de Araçatuba e Birigui, além de Lençóis Paulista.

APREENSÕES

A PM afirma que os criminosos utilizavam números de CPFs de terceiros para criar perfis falsos na Caixa Econômica Federal. Desta forma, eles obtinham o auxílio emergencial disponibilizado para dar respaldo a trabalhadores sem renda por conta da pandemia da Covid-19.

No local, foram apreendidos cinco veículos - quatro carros e uma moto -, além de R$ 60 mil em dinheiro, cerca de R$ 26 mil em cheques, 24 cartões bancários, 24 aparelhos celulares, 12 computadores e centenas de chips de celular.

MILHARES

O delegado chefe da Polícia Federal de Bauru, Ênio Bianospino, explica que as memórias dos computadores serão analisadas por peritos criminais federais para verificar quantos cadastros indevidos foram realizados pelo grupo. As informações, segundo ele, serão confrontadas com dados da Caixa Econômica Federal, que poderá informar quantos desses benefícios irregulares foram efetivamente pagos.

"A gente acredita que o número de vítimas deve ser na casa de milhares", afirma. "Percebe-se que eles (os investigados) já vinham aplicando este tipo de golpe há algum tempo e que mudavam esse 'escritório' de tempos em tempos. Eles já vieram para Lençóis Paulista capitalizados".

De acordo com o delegado, os oito presos (os nomes não foram divulgados), a maioria com antecedentes por crimes como tráfico de drogas, roubo, receptação e estelionato, foram autuados em flagrante por estelionato majorado (por resultar em prejuízo à entidade pública) e associação criminosa. Todos eles permaneceram à disposição da Justiça.   

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