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Nossas entidades, serviço público e o diálogo

Arnaldo Ribeiro
| Tempo de leitura: 2 min

Você como eu deve estar acompanhando o abre-e-fecha do comércio em Bauru. Talvez neste exato momento em que está lendo este JC, você tenha dúvidas sobre em que ponto estamos na flexibilização da abertura das nossas lojas, bares e restaurantes.

A grande questão entre o poder público e as instituições que regem o funcionamento de diversos segmentos da nossa economia mostrou-se com muitos ruídos e várias vezes não se exercitou de forma plena o diálogo neste momento tão delicado de enfrentamento de crise e pandemia. Ninguém aqui quer contrariar a necessidade da quarentena à qual fomos submetidos. Em março, quando tudo começou, não sabíamos qual seria a velocidade e a força da pandemia. Acredito que o isolamento foi um fator crucial para não termos um número de mortos ainda maior.

De um lado o poder público, que no fim das contas é quem tem a caneta da decisão, se isolou e buscou ele mesmo resolver o problema sozinho. De outro, entidades como o Sincormércio, Acib, CDL, entre outras, defendiam uma abertura gradual do comércio, usando parâmetros e protocolos claros para o que deveria ou não ser aberto respeitando as orientações de prevenção da OMS.

Entendo que são entidades responsáveis, estabelecidas e com décadas de atividades em Bauru. A Acib completou 89 anos esse mês. São centenas de empresários que ajudam a fomentar o desenvolvimento não só da nossa cidade, mas de toda a região. Independentemente do momento e da discussão em tom mais forte, ficou clara a importância dessas entidades nas discussões de seus respectivos segmentos e a força para dar voz àqueles que muitas vezes são sucumbidos pelo peso da situação. Ressalto aqui o trabalho que nossas entidades fizeram, tenho certeza que nesse embate quem ganhou foi a cidade.

A falta do diálogo sempre irá gerar uma comunicação truncada e sem resolutividade. O prejudicado? Você, eu, nossos vizinhos, pais e filhos. Todos nós de Bauru que vivemos com diversas necessidades e ao mesmo tempo temos em comum o medo de sermos pegos por este tal de coronavírus. Para o bem de todos, que a lição fique clara! Entidades precisam ser ouvidas e o poder público precisa fazer o exercício da transparência e foco no objetivo a ser alcançado.

Vidas ainda estão em jogo e o momento exige maturidade e desprendimento. Sempre com o compromisso de seguir o protocolo e com máscaras e álcool gel ao alcance das mãos, é claro!

O autor é ex-secretário de Desenvolvimento Econômico

 

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