Que comece a 'corrida' em busca da cadeira mais cobiçada de um município. Em Bauru são 13 (pré?) candidatos a prefeito. Para alguns, 13 é o número de sorte, para outros nem tanto. O fato é que, apenas um vai assumir o controle da cidade. Entre os nomes apresentados para a disputa eleitoral, alguns são 'velhos' conhecidos na política, outros, na área empresarial, saúde, tem os especialistas em atividades vitalícias, e finalmente os novos aventureiros. É preciso muito cuidado por parte do eleitor, pois, mais uma vez aparecem os salvadores da Pátria. Cada um a sua maneira, vai resolver todos os problemas da cidade. Como sempre, o candidato faz um calhamaço de promessas que não vai cumprir, porque é inviável solucionar problemas crônicos de uma cidade, é impossível mudar o comportamento da população e principalmente, é improvável fazer alguma coisa em qualquer cidade, que agrade a todos.
"Uma andorinha só não faz verão" é um velho ditado e que pode ser usado também na política. Um prefeito não vai administrar sozinho, portanto, há que se prestar atenção em todos os que cercam um candidato. A melhor estratégia para escolher alguém que vai cuidar do dinheiro da população e tentar sanar, na prática, os problemas da cidade, é não acreditar em nenhum discurso mirabolante. Ninguém, por mais culto, informado e calejado na política, vai dar conta de atender a todas as necessidades da população.
Não pense que o amigo do seu amigo é um bom candidato por isso. Muito menos o discurso fácil, a retórica convincente, ou a fala rebuscada, vão fazer um bom prefeito. É preciso ter em mente o que seria o ideal para a população bauruense, se a ideia é viver em comunidade, respeitando as peculiaridades dos diversos grupos que compõem uma cidade.
Não acreditar em milagres é fundamental para começar a pensar em votar. Não se deixar enganar ou ser manipulado é mais importante ainda. Muito menos, aceitar qualquer 'propina' para escolher este ao aquele. O voto é secreto e nada, nem ninguém, pode tomar a decisão no lugar do eleitor. O momento é de atenção. São 13 candidatos a prefeito. Vão aparecer 'trocentos' candidatos a vereador.
E, quem não quer nenhum, também vale. O importante é aprender a respeitar a decisão da maioria, mesmo não concordando. Atenção: se não fosse bom, ninguém iria querer.
A autora é jornalista, colaboradora em Opinião