O radialista João Manoel de Souza, de 58 anos, coleciona escorpiões. Porém, engana-se quem pensa que é um hobby. Morador da quadra 2 da rua Armando Azevedo, na região do Jardim Estoril, em Bauru, ele convive com os animais há bastante tempo e, para que não machuquem a sua neta, faz a captura. De três meses para cá, o homem guardou um pote com os bichos mortos.
Ele suspeita de um terreno baldio em frente à sua residência e uma boca-de-lobo ao lado da mesma. "Eu tenho uma neta de 2 anos que frequenta a minha casa. Por isso, diariamente, verifico a garagem tão logo me levanto", reforça.
O problema levou o radialista a procurar, no final do último mês, pela Divisão de Vigilância Ambiental. Na ocasião, ele solicitou uma vistoria nos possíveis abrigos para os escorpiões.
Em nota, a assessoria de comunicação da prefeitura informa que, um dia após a reclamação, a Vigilância vistoriou o entorno do endereço em duas ocasiões, sendo uma à noite e outra durante o dia.
No entanto, não encontrou qualquer escorpião, mas apenas um terreno baldio murado. O órgão tenta localizar o proprietário do espaço para tomar as medidas legais cabíveis.
Conforme o JC noticiou, a busca ativa ficou comprometida, porque a Vigilância precisou cortar horas extras. A reportagem, publicada em 2 de julho, mostrou que, nos primeiros seis meses deste ano, o município pegou 2.623 aracnídeos em uma única necrópole.
Do total de 3.270 escorpiões capturados nestes locais, 80% saíram do Cemitério do Jardim Redentor.