Tribuna do Leitor

Pandemia vira pandemônio

Antonio Pedroso Junior, o Chinelo
| Tempo de leitura: 1 min

Já nos anos 60, o general Charles de Gaulle, presidente da França, dizia que o Brasil não era um país sério e a pandemia de Covid-19 tem demonstrado que tinha razão. Nossos governantes batem cabeça, com alguns defendendo o isolamento, outro não, ao contrário, defendem a abertura total e criticam o uso de máscaras.

Prefeitos, governadores e o presidente (?) fazem firulas querendo agradar à torcida, afinal, estamos em ano eleitoral e querem aparecer bem na fita. Prefeitos que não fizeram 5% daquilo que prometeram em campanha agora desfilam diuturnamente na imprensa com semblante sério tentando demonstrar que estão preocupados com a saúde de nosso povo.

O que fizeram até agora para conscientizar a população dos riscos desta doença? Se andarmos pela periferia de nossa Bauru, encontraremos um grande contingente de pessoas andando sem máscaras e, claro, sem a devida proteção e não se percebe nenhum trabalho da prefeitura no sentido de mudar este quadro.

Fazem teste em massa, buscando localizar pessoas contaminadas e aos casos positivos é recomendado o isolamento por quatorze dias em suas residências. Ora, será que é seguido à risca? O correto não seria encaminhar estes casos positivos para os decantados hospitais de campanha, com monitoramento dos profissionais da saúde? Outra coisa: em cinco meses de pandemia, quantos leitos novos de UTI foram implantados em nossa cidade?

Depois de muita firula, com direito a acampamento de vereadores, o Hospital da USP, depois de décadas fechado, abriu míseras quarenta vagas para enfermaria. Entretanto, o Manoel de Abreu continua fechado.

A triste realidade é que vemos muito discurso e pouca ação. Com toda sinceridade e com sincero papo reto: não voto na reeleição de nossos atuais governantes, estão brincando com a saúde pública.

 

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