A volta das aulas presenciais em Bauru coloca Estado e município em posições distintas. A rede estadual pretende retornar em 8 de setembro para atividades de reforço e em 7 de outubro para as aulas, com limite de alunos por sala. As escolas particulares querem seguir as mesmas datas. Já a Prefeitura de Bauru não tem prazo para a volta das aulas na rede municipal e diz que só vai autorizar o retorno para todas as escolas - incluindo as do Estado, as privadas e universidades - caso a pandemia esteja em um nível menos elevado na região. Não está descartada a possibilidade de a prefeitura autorizar a volta só em 2021.
A Câmara Municipal promoveu uma reunião, por videoconferência, na tarde de ontem, chamada pelos vereadores Sandro Bussola (PSD) e Yasmim Nascimento (PSDB), com a participação do vereador Manoel Losila (MDB). O encontro contou com representantes de todos os segmentos escolares, além de universidades e de sindicatos de professores e funcionários. O deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB) também acompanhou.
SEM CONDIÇÕES
O secretário municipal de Saúde, Sérgio Henrique Antonio, afirmou que neste momento não há condições para a volta das aulas presenciais ou de atividades acadêmicas em Bauru. A secretária de Educação, Isabel Miziara, fez a mesma consideração, e disse que a pasta está comprando equipamentos de proteção individual para o momento em que houver autorização para a volta das escolas municipais. Ezequiel Santos, da Secretaria de Saúde, apresentou dados epidemiológicos e disse que a preparação para um retorno leva até três meses - o que pode inviabilizar aulas presenciais neste ano.
A prefeitura considera que a pandemia de coronavírus segue com números elevados em Bauru, com o registro de média de 97 casos diários, e aceleração no índice de mortes, ainda que em nível abaixo do registrado pelo Estado.
Ao JC, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) afirma que só vai autorizar aulas presenciais com o consentimento do Comitê de Enfrentamento da pandemia no município.
Tanto Gazzetta como Isabel Miziara dizem que é precipitado afirmar que o retorno em Bauru será apenas em 2021. Mas não descartam essa possibilidade, caso os números da pandemia continuem no estágio atual por um período prolongado. "A decisão vai levar em consideração o aspecto da saúde, se há mesmo condição. E isso vai valer para todas as escolas, tanto da rede municipal, como da rede estadual, particular e as universidades. Trabalhamos com a previsão de que seja possível voltar na data estipulada pelo Estado, mas se não houver condição em Bauru, vamos adiar", frisa o prefeito.