Internacional

Biden lança apelo aos republicanos contrários a Trump

FolhaPress
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Washington - O Partido Democrata usou a abertura de sua convenção nacional, na última segunda-feira (17), para escancarar a mensagem de que basta ser anti-Trump para votar em Joe Biden. 

O objetivo era mostrar que o arco de apoio ao ex-vice de Barack Obama pode ser bastante amplo, abarcando desde os mais progressistas, que foram às ruas contra o racismo e a violência policial nos EUA, até republicanos cansados dos arroubos do presidente.

A receita era simples: criticar Donald Trump - principalmente sua má condução da pandemia que já matou mais de 170 mil pessoas no país - e destacar Biden pela sua capacidade de liderar os americanos e tirar o país de uma crise histórica.

Para que o roteiro fosse bem sucedido, foram escalados dois perfis opostos entre os principais discursos na estreia do evento, que aconteceu pela primeira vez de maneira virtual.

Eram eles: o senador Bernie Sanders, ícone da ala mais à esquerda dos democratas, e o republicano John Kasich, ex-governador de Ohio que concorreu à nomeação de seu partido à Presidência em 2016.

O republicano John Kasich, ex-governador de Ohio, participou da convenção nacional do Partido Democrata com discurso gravado em uma encruzilhada. No meio, estava a grande estrela da noite, a ex-primeira-dama Michelle Obama, símbolo de moderação e uma das figuras mais populares do partido.

Michelle, porém, optou por um discurso forte, no qual disse que Trump é o presidente errado para os EUA e que está perdido na função de governar (leia mais abaixo).

SANDERS

Duas vezes segundo colocado na indicação democrata à Casa Branca, Sanders também trabalhou para não repetir 2016, quando rachou o partido ao perder a nomeação para Hillary.

Na noite desta segunda, o senador mudou a postura, navegando entre o apelo para que seus eleitores -jovens e latinos- votem em Biden e pregando união até mesmo entre conservadores e aqueles que votaram no atual presidente há quatro anos.

"Sob este governo, o autoritarismo criou raízes no nosso país. Enquanto eu estiver aqui, vou trabalhar com progressistas, moderados e, sim, com conservadores para preservar esta nação de uma ameaça que tantos de nossos heróis lutaram e morreram para derrotar", disse o senador.

Na avaliação de Sanders, o futuro da democracia nos EUA estará em jogo caso Trump continue no poder, e é preciso "um movimento sem precedentes" para vencer "uma crise sem precedentes" e tirá-lo do cargo.

O desafio agora é saber se será possível chegar até 3 de novembro lançando mão de uma rede tão ampla sobre um eleitorado americano tão fragmentado.

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