Tribuna do Leitor

O Dia do Historiador - 19/08

Lígia Mayra Amaral Lima - 2º ano, História
| Tempo de leitura: 1 min

O Dia do Historiador é comemorado em 19 de agosto e quando se pensa em estudar História e sobre o ofício da profissão, é comum se imaginar uma cansativa jornada de leitura de livros, análises de teorias, entre outros.

Entretanto, o ofício do historiador é muito mais que isso. Hoje nós podemos estudar História indo ao museu, analisando cartas antigas, fotos, jornais, revistas, mapas e etc. Mas nem sempre foi assim.

O "fazer história" no século XVIII era diferente. Os historiadores europeus daquele período tinham outra concepção de História.

Para eles, fazer História significava analisar os documentos oficiais redigidos por instituições do Estado e da Igreja pois só esses eram documentos que continham a "verdade", sendo dessa forma, importantes para a História. A História seria então marcada pelos grandes homens e grandes acontecimentos.

Todavia, no século XX, na França, começaram a aparecer novos historiadores, que mudariam o rumo do estudo da História. Conhecidos pela Escola do Annales, Marc Bloch e Lucien Febre criaram uma revista, em 1929, criticando a História do século XVIII emancipando-se, portanto, do pensamento deste período.

A Escola dos Annales pregava a ampliação das fontes de estudo da História, ou seja, qualquer vestígio humano serviria para a análise do historiador.

Outro ponto que mudou através da Escola dos Annales é o foco de estudo. Não mais seria uma História de grandes homens e grandes acontecimentos, mas sim a história que estuda pessoas "comuns".

A História, então, passou a questionar e analisar os documentos.

Portanto, como a alegoria de Marc Bloch, do ogro da lenda que fareja a carne humana, o historiador busca analisar quaisquer vestígios humanos, porque a Escola dos Annales possibilitou isso. O ofício do historiador é gigantesco e de grande valia para a humanidade.

Feliz Dia do Historiador!

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