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Obra da transposição do Rio São Francisco vaza; 2 mil são retirados

Estadão Conteúdo
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Fortaleza - Cerca de 2 mil pessoas precisaram sair de casa após o rompimento de um dos condutos da barragem de Jati, no município homônimo, no Ceará, na sexta-feira (21). A obra faz parte do eixo norte da transposição do Rio São Francisco, cujo trecho teve as comportas abertas na quinta-feira (20), pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. 

Marinho, que voltou ao ao local neste sábado (22), afirmou que a barragem está íntegra. "Não houve dano à estrutura da barragem", disse ele em entrevista transmitida pelas redes sociais do Ministério. Ele falou ao lado da prefeita de Jati, Maria de Jesus, e de representantes da empresa responsáveis pela obra. "Esse é o momento de tranquilizar a população", disse.

O ministro afirmou que as ações preventivas, de retirar os moradores de suas casas, foram tomadas de acordo com o governo e a prefeitura. "Estabelecemos a parceria necessária para enfrentar", disse. Ele afirmou ainda que no período de 72 horas a estabilidade deve ser restabelecida, mas afirmou que esse período inclui uma margem de segurança. No domingo, os técnicos devem fazer nova vistoria no local para saber se é possível antecipar o retorno dos moradores. "Nossa preocupação é com a segurança das pessoas", disse.

Marinho afirmou ainda que devem ser realizadas audiências públicas para explicar para a população local o ocorrido e ainda que as causas serão apuradas. "Vamos permitir que a transposição continue avançando, mas com os cuidados necessários", afirmou.

A barragem faz parte do trecho 1 (Jati-Cariús) do chamado Cinturão das Águas do Ceará. Na quinta-feira, Marinho foi à Jati acionar as comportas para permitir a passagem das águas. Segundo o governo, o reservatório chegou a 94,8% da capacidade nesta semana e vai garantir o abastecimento de 4,5 milhões de pessoas da região metropolitana de Fortaleza.

 

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