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Não existe má intenção, afirma padre investigado por desvios

FolhaPress
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Rio de Janeiro - Investigado por supostamente ter desviado doações de fiéis, o padre Robson de Oliveira Pereira negou ter praticado qualquer atividade criminosa e disse que todo o dinheiro recebido por associações católicas fundadas e presididas por ele foi usado para a evangelização.

O religioso publicou um vídeo nas suas redes sociais se pronunciando pela primeira vez sobre uma operação do Ministério Público de Goiás que fez apreensões em endereços ligados a ele na última sexta (21).

"Sexta foi um dia corrido, pesado, entendi que o melhor caminho seria me afastar. Eu sempre estive e continuo à disposição do Ministério Público", declarou.

"Esse meu pedido de afastamento vai me permitir colaborar com as apurações da melhor forma e com total transparência para que seja confirmado que toda a doação que fazemos ao Pai Eterno, terços rezados, dinheiro doado, tempo, carinho, trabalho empregados na evangelização foi toda --repito-- toda empregada na própria associação, a Afipe, em favor da evangelização", continuou.

O padre Robson era, até este final de semana, presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e de outras duas associações investigadas.

Segundo as investigações do Ministério Público, essas instituições vêm sendo geridas como empresas, envolvendo movimentações financeiras que somam R$ 1,7 bilhão, a compra e venda de casas, apartamentos e fazendas em diversos estados.

Parte dos valores doados estariam sendo usados para pagar despesas pessoais dos envolvidos e não para propósitos religiosos.

"Não existe nenhuma má intenção, nenhuma atividade criminosa, nenhuma atitude [ilícita], disse o pároco ao Fantástico, da TV Globo, no domingo (23).

A investigação já dura três anos e começou depois que o padre foi extorquido em 2017. Ele pagou R$ 2 milhões a cinco pessoas que hackearam seu computador e seu celular e ameaçaram divulgar imagens e mensagens com informações pessoais, amorosas e profissionais, segundo o Ministério Público -- cinco pessoas foram condenadas.

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