Pequim - O aumento da tensão diplomática com os Estados Unidos e a disposição do governo Donald Trump em facilitar o emprego da bomba atômica levaram os chineses a aumentar seus treinamentos para o caso de um ataque nuclear.
Desde abril, a Força de Foguetes do Exército de Libertação Popular tem feito exercícios até aqui inéditos, em conjunto com outros ramos das Forças Armadas.
O jornal honconguês South China Morning Post compilou relatos distribuídos pelos militares chineses em redes sociais das forças e do jornal PLA Daily, o diário do Exército.
Dois vídeos recentes, postados no fim de semana, chamaram a atenção. Num, quatro brigadas de primeiros-socorros vão ao socorro de soldados numa base a 2.000 km de distância.
No outro, é descrito o maior exercício já feito sobre o tema, com milhares de soldados e centenas de veículos militares protegidos contra radiação sob o sol escorchante do deserto do Gobi.
Segundo disse ao jornal o especialista Antony Wong Tong, a operação no Gobi envolveu tanques pesados, indicando também a ideia de um confronto armado dentro do cenário de ataques nucleares.
Diferentemente dos exercícios aeronavais recentes, destinados a enviar sinais de força e preparação para os Estados Unidos e rivais como Taiwan, essas simulações são vistas por analistas militares chineses como uma preocupação real.