Economia & Negócios

Problema expõe pornografia em anúncios e notícias no Facebook

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Um problema que ainda não teve a origem identificada permite que links noticiosos e conteúdos pagos por anunciantes no Facebook e no Instagram apareçam com imagens pornográficas nesta quinta-feira (27).

Usuários relataram que as miniaturas das fotos de notícias foram substituídas por uma cena de sexo explícito. Trata-se da mesma foto em todas as publicações. Os links estão funcionando corretamente.

Uma agência que administra a publicidade de grandes anunciantes no Facebook afirmou à reportagem que uma série de posts patrocinados de seus clientes apareceram com a imagem pornográfica. A empresa, que não quis ser identificada, diz que a área de anúncios da rede social, entretanto, está normalizada.

Em nota, o Facebook afirmou que está ciente de que algumas pessoas estão vendo conteúdos impróprios que violam as políticas da plataforma. "Estamos trabalhando para remover esses conteúdos o quanto antes."

Especialistas de segurança da informação trabalham com algumas hipóteses. Eles afirmam que o problema pode ter ocorrido em um CDN, servidor alocado próximo a pontos de consumo que, ao usar réplicas dos arquivos, acelera a chegada de um conteúdo ao usuário final.

Isso explicaria porque o mesmo conteúdo aparece com a imagem correta a um usuário e com a imagem de nudez a outro.

Fotografias pornográficas são excluídas do Facebook por meio de sistemas de inteligência artificial. Elas nem chegam a aparecer na plataforma. Outros conteúdos que violam as políticas da empresa costumam ser derrubados após denúncias de usuários da rede social.

TIK TOK

O presidente-executivo do TikTok, Kevin Mayer, anunciou na quarta-feira (26) a saída da empresa, no momento em que aumentam as tensões entre Washington e Pequim a respeito do aplicativo de propriedade chinesa. A renúncia de Mayer acontece poucos dias depois do TikTok iniciar um processo contra o governo dos Estados Unidos pela pressão que exerce contra a plataforma, acusada de espionar seus usuários.

O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva em 6 de agosto na qual dá prazo de 45 dias aos americanos para deixar de fazer negócios com a empresa matriz do TikTok, a chinesa ByteDance. O texto também estabelece o mesmo período para a venda do TikTok a uma empresa americana.

TikTok, baixado 175 milhões de vezes nos Estados Unidos, e mais de um bilhão em todo o mundo, argumenta na demanda que a ordem de Trump é uma aplicação incorreta da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

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