Rio de Janeiro - O vice-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, participou na tarde desta terça-feira (28) de uma reunião com a cúpula da segurança estadual já como governador em exercício. O governador Wilson Witzel foi afastado por 180 dias após decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Witzel e a primeira-dama estão entre os denunciados à Justiça pela Procuradoria-Geral da República, que pediu seu afastamento. A acusação inclui o recebimento de propina por meio de contratos entre o escritório de advocacia de Helena Witzel e empresários que teriam sido favorecidos em contratações do Estado. A denúncia foi feita com base no depoimento do delator e ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos, que teria liderado um esquema para compra de equipamentos e instalação de hospitais de campanha para o enfrentamento da pandemia.
Apesar de não estar entre os denunciados, o vice-governador também foi alvo de um dos 82 mandados de busca e apreensão emitidos na operação.
Em nota distribuída à imprensa nesta tarde, já como governador em exercício, Castro lamenta os acontecimentos desta manhã e afirma estar com a consciência tranquila e totalmente à disposição para colaborar com as investigações.
"Advogado de formação, ele confia na Justiça e na garantia ao amplo direito de defesa a todos os envolvidos para que os fatos possam ser devidamente esclarecidos para a sociedade", diz a nota.
IMPEACHMENT
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu também nesta sexta-feira liberar a tramitação do processo de impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Moraes entendeu que não há irregularidades no procedimento.