Por mais que se queira, nada de graça se revoluciona, ainda mais quando a realidade objetiva não se revela precisa e limpa para a consciência que a tudo relaciona.
Boas intenções não bastam para transformar a realidade quando não se conhecem as forças que interagem de fato no espaço físico e social da sempre humana historicidade. Muita ação humana se revelou inoperante de imediato, porque as condições objetivas não foram lidas de verdade.
Não foram pesadas seriamente, oportunas à ação resoluta. Por falta de análise e conhecimento da situação imperante, tentativas de mudança qualitativa não deram em nada pela falta de ação e apoio popular na crucial caminhada rumo à transformação difícil da atual estrutura dominante.
A Grande História nos ensina que a cada acontecimento o povo sente a miséria chegar e a corrupção do momento reforçar o oportunismo, a barganha de favores, a desigualdade.
A realidade social é complexa num país rico, cheio de carências. Contingentes da população vivem em condições de insanidade. O país, de natureza brilhante, não consegue fugir à social falência. Tornou-se sujo, com lixo por toda parte a poluir as águas puras. Ao imaginar a Pátria a sair da vala, ficamos diante de verdade dura: a miséria, a degradação do ambiente e tudo mais é criado socialmente.
As pessoas nascem em circunstância histórica, de estruturas potentes, mas, não eternas, pois cabe ao ser humano refazer o existente à frente. Haja, pois, esforço coletivo, com inteligência e boa política consciente.
Falta, finalmente, a Educação centrada na consciência da necessidade.