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Operação da PF bloqueia R$ 252 milhões de facção

Estadão Conteúdo
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Brasília - A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (31) uma megaoperação com o objetivo de combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro praticados por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação em 19 Estados e no Distrito Federal. Foram emitidos 422 mandados de prisão e 201 de busca e apreensão pela Justiça de Belo Horizonte, que ordenou também o bloqueio de até R$ 252 milhões em contas investigadas.

A Operação Caixa Forte 2 revelou, segundo a PF, que parte do lucro obtido com o tráfico de drogas era destinada ao pagamento de uma mesada a membros da facção que atualmente estão presos, incluindo aqueles detidos em unidades federais, consideradas de segurança máxima. Os valores eram canalizados para inúmeras contas bancárias do grupo. O bloqueio envolve valores em 252 contas.

A polícia diz que a operação, que considera a maior já realizada contra facções no País, atinge integrantes do alto escalão, mas os nomes dos envolvidos não foram divulgados. .

ASSASSINATOS

Entre os 422 mandados de prisão, 172 tinham como alvo pessoas que já se encontravam presas. Isso ocorreu em 31 estabelecimentos prisionais de 14 Estados. A situação não impede que esses suspeitos respondam por um novo crime e, em caso de condenação, tenham o tempo de pena elevado.

Para garantir o recebimento do "auxílio", os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, oriundos de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal, informou a corporação. Segundo a Polícia Federal, foram identificadas 220 empresas ligadas ao PCC, das quais 179 continuavam em uso durante as investigações.

A corporação diz ainda que a Caixa Forte 2 é um marco na atuação da PF. "A operação visa a quebrar a parte financeira da organização criminosa. Não estamos mais no viés de prender membros de escalões inferiores da organização ou apenas apreender drogas", disse o delegado e coordenador geral de Repressão a Drogas e Facções Criminosas da Polícia Federal, Elvis Secco. Conforme o delegado, outras operações semelhantes vão ocorrer.

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